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Jardim das Delícias


Sábado, 08.08.15

O caso dos cadáveres escondidos - José Goulão

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José Goulão  O caso dos cadáveres escondidos

 

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Orifícios de metralhadora de um caça Sukhoi no assento do piloto do MH 17

 

 

Mundo Cão, 7 de Agosto de 2015

 

   Passou mais de um ano e os familiares das 298 vítimas mortais do derrube na Ucrânia do avião da Malaysian Airlines que fazia o voo MH17 continuam sem saber o que realmente se passou no dia 17 de Julho de 2014. A gravidade das circunstâncias vai muito além do simples desconhecimento, porque um pacto secreto estabelecido entre as potências encarregadas de fazer o inquérito oficial impediu as famílias das vítimas, incluindo a do piloto Wuan Amran, de observarem os cadáveres. A mulher de Amran relatou, em entrevista, que foi obrigada a identificar o corpo através de fotografia e recebeu ordens estritas do governo da Malásia para não abrir o caixão, apesar de o cadáver estar aparentemente intacto.

Que escondem os cadáveres das vítimas, designadamente o do piloto, que poderá ser chocante para os familiares e, por extensão, para a opinião pública mundial? Em muitos casos tal medida será mais do que justificada devido ao estado em que ficaram os corpos de numerosos passageiros; mas quanto ao de Wuan Amran, tendo em conta a fotografia mostrada à viúva e as informações que lhe foram prestadas por quem tratou o corpo, não existem razões para que a tradição e os desejos da família não fossem respeitados.

Conjugue-se esta medida com outros factos que têm vindo a ser recolhidos por entidades e personalidades independentes – isto é, que não tenham nada a ver com as imposições dos governos da Holanda e o da Ucrânia sediado em Kiev – e não será difícil perceber duas coisas: a manipulação dos dados do inquérito oficial para que seja apresentada uma versão final coincidente com as especulações iniciais emanadas de Washington, Kiev e Haia – culpando a Rússia e os russófonos do Leste da Ucrânia -; e a marginalização ostensiva das provas que têm vindo a ser reunidas pelos sectores independentes.

Entre as provas ignoradas pela comissão oficial, formada pelos governos da Holanda, Bélgica, Austrália e da Ucrânia (neste caso as correntes nazis resultados do golpe de 2014), incluem-se as mais esclarecedoras de todas: as que testemunham o derrube do avião civil por pelo menos um caça Sukhoi ucraniano que, segundo fontes diferentes e em momentos distintos da tragédia, foi referenciado junto ao aparelho abatido. Tal circunstância é comprovada pelos orifícios redondos nos restos da fuselagem do MH 17 – e agora também descobertos no assento do piloto Wuan Amran –, pelo relato de um controlador aéreo feito instantes depois do derrube e, mais recentemente, por um filme divulgado na Austrália por uma cadeia do grupo Murdoch (insuspeito neste caso) revelando a existência, entre os escombros, de restos não apenas do MH 17 mas também de um caça Sukhoi, este abatido pelos “rebeldes” ucranianos. As opiniões dos peritos independentes relacionadas com os orifícios nos restos da fuselagem e no assento do piloto são coincidentes: resultam de disparos de um caça e são incompatíveis com a versão inicial atribuindo a tragédia ao lançamento de um míssil.

Pode argumentar-se que o recente veto da Rússia à formação de um “tribunal” da ONU para este crime fragiliza a argumentação de Moscovo quando proclama inocência. A propósito, é importante associar-lhe uma faceta do caso omitida pela comunicação social sintonizada com as versões dos fascistas de Kiev: o mecanismo pretendido através da constituição do citado “tribunal” mais não seria do que a transposição do comportamento da comissão existente para o âmbito das Nações Unidas. Sendo que esta comissão funciona segundo um regimento absurdo: secretismo total dos seus membros e a garantia de que o governo fascista de Kiev tem veto sobre qualquer conclusão que venha a ser apurada para divulgação e que não esteja de acordo com as suas versões dos acontecimentos. A própria Malásia só foi admitida nessa comissão depois de ter subscrito o pacto secreto de silêncio e de submissão ao parecer final de Kiev. Nesse pacto inclui-se o relatório do médico legista holandês sobre a autópsia efetuada ao piloto Wuan Amran.

É fácil perceber porque este é um caso onde se escondem cadáveres e se descartam provas. Tão fácil como perceber como os direitos humanos e o direito internacional são tratados pelos que se proclamam paladinos dos direitos humanos e do direito internacional.

 

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por Augusta Clara às 08:00

Sexta-feira, 15.08.14

Imagem que vale por mil silêncios - José Goulão

http://www.jornalistassemfronteiras.com/

 

José Goulão  Imagem que vale por mil silêncios

 

 

 

   Diz-se que há imagens que valem por mil palavras. Mas também há imagens que valem por mil silêncios enquanto se despejam enxurradas de asneiras e mentiras para as esconder e ignorar.
A imagem de que vos falo não deixa dúvidas. Revela que a fuselagem do avião da Air Malaysian do fatídico voo MH017 mostra sinais indesmentíveis de ter sido metralhado na área do cokpit, o que só poderia ter acontecido por obra e graça de aviões de guerra ao serviço da junta que governa parte da Ucrânia a partir de Kiev.
Os participantes, voluntários ou ingénuos, na monumental campanha de propaganda que pretende responsabilizar a Rússia e o seu presidente pelo abate do avião, têm usado – em surdina, porque não é aconselhável levantar turbulência sobre o assunto – argumentos de que a foto pode ser falsa, ou uma montagem, etc., etc., aquelas coisas a que se recorre quando se pretende desmentir a realidade quando ela se mete pelos olhos dentro.
A autenticidade das imagens está confirmada. Tanto pelas referências inscritas no aparelho como pelo testemunho do canadiano Michal Bociurkiw, chefe da delegação de Kiev da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), um dos responsáveis pela investigação que já visitou os destroços do aparelho.
A foto dá credibilidade à hipótese de o avião ter sido abatido por caças ucranianos SU-25 e não por um míssil seja de que nacionalidade ou grupo for. Testemunhos militares e também da avião civil sublinham que os vestígios na fuselagem correspondem ao armamento instalado nos citados aparelhos.
Alguns estarão recordados de que logo no dia do acidente um controlador aéreo que se encontrava na torre de Kiev, e que usou a sua conta Twitter como “Carlos”, denunciou que o avião acidentado foi escoltado por caças ucranianos até poucos momentos antes de desaparecer dos radares; e que o Ministério russo da Defesa apresentou publicamente provas de que o MH017 teve a companhia de pelo menos um caça ucraniano antes da tragédia; e que testemunhas oculares ucranianas garantiram ter visto aviões militares junto do aparelho malaio.
Fotos em alta definição dos destroços captadas pouco depois do desastre chegaram a estar no Google e entretanto desapareceram. O tema ressurgiu com as imagens captadas no local durante a recente visita do chefe da missão da OSCE.
Os principais dirigentes mundiais, com o presidente dos Estados Unidos, reclamam que é preciso conhecer “a verdade”. Enquanto ela vem e não vem trataram de estabelecer a sua “verdade” – a Rússia abateu o aparelho malaio – e determinaram as respectivas sanções económicas. Até veteranos da CIA escreveram uma carta ao presidente Obama sugerindo-lhe que, ao demonstrar tantas certezas sobre os autores do massacre, já era tempo de apresentar alguma prova concreta das acusações que faz, sob pena de perda de credibilidade.
A junta de Kiev desmultiplica-se em declarações sobre provas que diz ter e que logo são desmanteladas pela evidência dos factos. O primeiro ministro do governo saído do golpe, Iatseniuk, demitiu-se entretanto: existe pelo menos uma coincidência temporal entre o seu afastamento e a tragédia do avião malaio.
Podem surgir mil e uma provas para que se estabeleça “a verdade” sobre o voo MH017. Não pode, nem deve, ser silenciada a evidência que é testemunhada pelas fotos da fuselagem metralhada. Nem que seja apenas a milésima segunda prova. 

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por Augusta Clara às 08:00

Sábado, 02.08.14

Fotos dos destroços do MH17 revelam que foi bombardeado por “caças” - José Goulão, Urszula Borecki, Kiev

http://www.jornalistassemfronteiras.com/

 

José Goulão, Urszula Borecki, Kiev, www.globalresearch.ca  Fotos dos destroços do MH17 revelam que foi bombardeado por “caças”

 

 

Um cockpit rendilhado por balas

 

 

1 de Agosto de 2014

 

   O piloto alemão de longo curso Peter Haisenko afirma, com base numa observação detalhada de fotos disponíveis dos destroços do avião da Malaysian Airlines acidentado na Ucrânia, que o aparelho foi abatido pelos caças SU 25 que várias fontes detectaram nas imediações do aparelho antes de este ter desaparecido dos radares.
As fotos examinadas pelo piloto revelam perfurações no cockpit provocadas por balas de calibre de 30 milímetros, que são utilizadas pelos caças SU 25 como os que foram identificados nas imediações do voo MH17.
“Os factos falam alto e claro, bem para lá de qualquer tentativa de especulação”, escreve Peter Haisenko, num artigo divulgado pelo site Global Research. “O cockpit exibe sinais de bombardeamento. Podem ver-se os orifícios de entrada e saída das balas. Os rebordos de uma série de orifícios estão dobrados para dentro. Estes são os orifícios pequenos, redondos e limpos, mostrando o pontos de entrada dos mais que prováveis projécteis de calibre de 30 milímetros”, acrescenta o piloto alemão.
“Além disso”, sublinha ainda o comandante Peter Haisenko, “é visível que os orifícios de saída na camada exterior da estrutura de alumínio duplamente reforçada são triturados e dobrados, naturalmente para fora!”
Nos destroços do cockpit, o piloto alemão encontra também sinais de que os disparos das metralhadoras foram completados com o recurso a bombas incendiárias anti-tanque disparadas por canhões GSh-302 , que também equipam o arsenal disponível nos SU 25, “e que foram idealizadas para destruir os tanques mais modernos”.
Segundo a tese do piloto alemão, o avião não foi abatido por um míssil Buk, porque o resto dos destroços do avião desmente essa possibilidade. O derrube do aparelho resultou do bombardeamento do cockpit, que provocou uma pressurização limite no interior da cabine. O aparelho “inchou como um balão” e explodiu internamente, razão pela qual os destroços da fuselagem do avião não revelam sinais de ter sido atingido do exterior.
Peter Haisenko recorda que a presença de caças nas imediações do avião malaio foi  detectada pelos radares russos e revelada logo na hora da tragédia através das comunicações Twitter do controlador espanhol “Carlos” da torre de controlo de Kiev. Todos os testemunhos sobre o assunto são concordantes na informação de que o avião comercial desapareceu dos radares alguns segundos depois de os caças ucranianos se terem afastado.
Nos Estados Unidos, afirma Peter Haisenko, diz-se que a queda do avião se deve a um “potencial erro trágico/acidente”. A propósito, o piloto alemão interroga-se se o “erro trágico” não terá sido a confusão feita pela aviação ucraniana entre o avião malaio e o do presidente russo, que voaria nas imediações (regresso de Putin da América Latina), tendo ambos os aparelhos cores muito semelhantes. Esta possibilidade, normalmente não abordada, foi evocada no dia do acidente pela agência russa ITAR, mas sem seguimento.
O piloto alemão levanta também a possibilidade, revelada há horas por JSF, de a queda de Arseny Iatseniuk, primeiro ministro da Ucrânia, estar associada ao “erro trágico” e à tentativa para assassinar o presidente da Rússia.
Estas considerações “são especulações”, admite Peter Haisenko. Mas há circunstâncias factuais que não deixam dúvidas: “o bombardeamento do cockpit do Air Malaysia MH017 não é, com toda a certeza, uma especulação”; e as fotografias do Google em que o piloto alemão baseou a sua análise desapareceram entretanto da internet.

José Goulão, Urszula Borecki, Kiev, www.globalresearch.ca

 

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por Augusta Clara às 08:00



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