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Jardim das Delícias


Sexta-feira, 20.11.15

Terrorismo verbal - José Goulão

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José Goulão  Terrorismo verbal

 

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Mundo Cão, 19 de Nobembro de 2015

 

   O presidente dos Estados Unidos da América aconselha o presidente da Rússia a “focar-se” nos ataques ao Estado Islâmico, ou ISIS, ou Daesh, ou Al-Nusra ou Al-Qaida; o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, propôs que haja uma frente internacional contra o terrorismo.

Disseram-no com ar de grandes estadistas possuidores das soluções para os males do mundo.

Barack Obama queixoso pelo facto de as forças aéreas e navais russas actuando na Síria parecerem “mais preocupadas” em defender o regime de Assad, ao que diz sem poupar os alibis bonzinhos de Washington, Paris, Londres e NATO - a meia dúzia de terroristas “moderados” que servem de interface para abastecer com armas, munições e dólares os terroristas “extremistas”. “Moderação” em que deve confiar-se piamente, sobretudo sabendo que um dos principais fundadores operacionais do grupo foi o chefe em exercício do Estado Islâmico no Magrebe, Abdelhakim Belhadj.

Netanyahu, por seu lado, convencido de que o mundo não conhece a sua generosidade para com o Estado Islâmico ao ceder-lhe os Montes Golã – ocupados à Síria – como rectaguarda, ao facultar-lhe hospitais israelitas para cuidar os terroristas feridos com maior gravidade.

Procurei uma qualificação adequada à gravidade e à irresponsabilidade destas declarações de dois aliados, que se confessam unidos haja o que houver, e só encontro uma: terrorismo verbal. Porque as suas palavras não passam de manobras de diversão que desviam as atenções da essência do terrorismo; porque mentem sobre a realidade gerando propaganda que, em última análise, serve o terrorismo; porque pretendem fazer crer que estes dois seres nada têm a ver com os grupos sanguinários que fingem combater. Obama e Netanyahu aconselham soluções mas continuam a ser a parte essencial do problema.

As forças militares russas colaboram com as forças armadas sírias no combate ao terrorismo? Não existe outra maneira legal de o fazer nos termos da Carta da ONU. A Síria é um Estado soberano, não é um território neutro onde qualquer um pode fazer operações militares quando e como lhe apetece, muito menos invocando argumentos distorcidos. Como é o caso do Pentágono que directamente – agora com tropas no terreno – ou por interpostos terroristas afirma ter como objectivo combater simultaneamente o Estado Islâmico e Bachar Assad, patranha em que nem os autores acreditam porque sabem, melhor que ninguém, que o objectivo é mudar o regime sírio e desmantelar o país. Por isso a “guerra” que Washington e aliados têm alegadamente conduzido contra o Estado Islâmico há mais de um ano deixou os terroristas mais fortes, mais armados, mais endinheirados; à Rússia, porém, bastou pouco mais de um mês para destruir centenas de centros de comando e outros alvos estratégicos do Daesh, libertar aldeias, vilas e aeroportos, estando agora em vias de cortar o eixo terrestre que garante a ligação terrorista entre a Turquia e o Iraque. Até a França, a duras penas, é certo, parece entender que essa é a maneira certa e credível de combater os grupos mercenários, pelo menos tem-no feito nos últimos dias. Sem complexos de coordenar esforços com Moscovo, ou de que tais operações sustentem Assad, na verdade um dos ódios de estimação de Paris. Aliás, a nova opção francesa parece ser a mais eficaz e certeira. Porque, segundo fontes citadas pela imprensa dos Estados Unidos, o ataque gaulês contra o Estado Islâmico lançado no dia seguinte ao dos atentados de Paris, feito ainda em coordenação com sistemas de informações norte-americanos, destruiu várias clínicas e um museu na cidade de Raqqa como sendo assustadores alvos terroristas.

O Obama dos conselhos e acusações à Rússia é o mesmo que contribuiu para destruir a Líbia, que desencadeou a guerra civil na Síria com recurso a mercenários de todos os matizes, que tornou praticamente irreversível o desmantelamento do Iraque. E que agora, de braço dado com Netanyahu, tolera limpezas étnicas no norte do território sírio para criar aí um Estado curdo artificial que lhes garanta o controlo dos manás petrolíferos de uma região que se estende ao país que já se chamou Iraque.

Quanto a Netanyahu e aos seus apelos contra o terrorismo, não há que gastar muito espaço. O mundo sabe que o seu nome se tornou um sinónimo desse mesmo terrorismo.

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por Augusta Clara às 08:00

Quinta-feira, 07.05.15

Bárbaros no Capitólio - Viriato Soromenho Marques

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Viriato Soromenho Marques  Bárbaros no Capitólio

 

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Diário de Notícias, 5 de Maio de 2015

 

   Obama aproveitou o 101.º Jantar dos correspondentes de Imprensa na Casa Branca para lançar vários dardos políticos, amaciados pelo humor que se espera do presidente no discurso da ocasião. A flecha mais certeira foi dirigida ao presidente (Speaker) da Câmara dos Representantes, o republicano do Ohio, John Boehner. Brincando com a visível expansão do tom branco no seu cabelo, Obama disparou: "Eu pareço tão velho que John Boehner já convidou Netanyahu [primeiro-ministro de Israel] para falar no meu funeral." A piada foi certeira e amarga. Obama aludiu ao convite que Boehner dirigiu ao chefe do governo israelita para usar da palavra numa reunião conjunta das duas câmaras do Congresso dos EUA (a Câmara dos Representantes e o Senado). Esse discurso teve lugar em 3 de março último, e o conservador israelita não mediu as palavras para atacar violentamente a política de apaziguamento dos EUA em relação ao Irão. Na verdade, esse convite é um sinal claro de que também nos EUA, país que inaugurou o constitucionalismo republicano moderno, a auctoritas das instituições democráticas está a ser devorada pela ascensão de um pessoal político cada vez mais grosseiro e impreparado. O Partido Republicano é hoje um albergue das forças mais sinistras e iliteratas da sociedade norte-americana (desde fanáticos religiosos a analfabetos científicos, que não percebem sequer a física das alterações climáticas). Quando o líder do poder legislativo convida um chefe de Estado estrangeiro para atacar a política do presidente do próprio país, no coração do Parlamento, isso significa que o mais vil espírito de fação se substituiu ao mais básico interesse nacional. Com estes Republicanos, os bárbaros não estão à porta de Roma, mas bem dentro da Cidade. Todos iremos perceber isso dentro de alguns anos.

 

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por Augusta Clara às 08:00

Terça-feira, 05.05.15

O humanismo, segundo Netanyahu - José Goulão

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José Goulão  O humanismo, segundo Netanyahu

 

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 Não foi um terramoto...

 

Mundo Cão, 4 de Maio de 2015

 

“Bravo pela ajuda humanitária enviada por Israel para o Nepal; mas Gaza continua à espera de ser reconstruída, sem dúvida porque não se trata de um tremor de terra”.

   Este pequeno anúncio foi publicado no jornal israelita Haaretz pela organização não- governamental Gush Shalom, formada por cidadãos de Israel que se opõem à colonização e ao genocídio que continua a ser cometido na Faixa de Gaza, perante os olhos cúmplices e hipócritas das organizações e dirigentes mundiais com capacidade de decisão.

Ou seja, o governo que envia equipas de resgate para os escombros provocados pelo terramoto no Nepal é o mesmo que recorre aos serviços de um dos mais poderosos exércitos do mundo para manter sitiada e sujeita a sistemáticas operações de liquidação uma população de quase milhão e meio de pessoas. A propaganda dominante que assaltou o papel da comunicação, bem financiada por magnatas que se entronizaram como patrões da liberdade de expressão, tudo faz para que estas associações de factos tão mal intencionadas não passem pelos crivos da neocensura.

Mais ou menos ao mesmo tempo que Netanyahu teve a gentileza de se lembrar dos nepaleses vítimas do trágico sismo, o representante da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos (UNRWA) em Gaza, Chris Gunness, anunciou que, passados oito meses, não foi reconstruída ainda uma única casa das 9161 arrasadas pelo assalto israelita do último Verão. Como devem estar lembrados, nessa altura numerosos governos incapazes de condenar frontalmente a estratégia de genocídio praticada pelo governo israelita multiplicaram declarações sobre a disponibilidade para ajudarem as vítimas do massacre. As instituições europeias lembraram até que são as maiores contribuintes para a população de Gaza, se bem que, ao mesmo tempo, continuem a manter um acordo económico preferencial com o governo israelita. Tal como acontece, aliás, com o governo de Marrocos – o que preocupa a União Europeia não é bem a existência de ocupações e colonialismo, mas sim parecer bem na fotografia junto dos pobres e carenciados enquanto os negócios fluem como devem fluir nesta saga em que o direito à grande propriedade prevalece sobre todos os outros direitos humanos.

Pois bem, apesar das promessas e proclamações de boa vontade, Gunness anunciou que a UNRWA recebeu, em oito meses, as contribuições suficientes para construir 200 casas, cerca de dois por cento das necessidades. Então porque não construiu ao menos essas? Ora aí está uma boa pergunta, embora a resposta seja previsível. Porque o cerco montado pelas tropas israelitas à Faixa de Gaza, com a prestimosa ajuda da ditadura militar Egipto/Pentágono, veda a entrada da maioria dos materiais de construção, por suspeição de poderem ser utilizados no fabrico e lançamento de rockets. Note-se que 9161 é o número de casas totalmente destruídas, porque foram atingidas mais de 120 mil com danos de maior ou menor gravidade. Lembrando os mais de 2200 civis mortos na ocasião, entre os quais 577 crianças, e os mais de 11 mil feridos (3380 crianças) e sem entrar em comparações, trata-se de uma hecatombe à escala de um terramoto – suficiente para cativar Netanyahu no caso de se deixar guiar por qualquer outra coisa que não sejam a imagem e um tenebroso culto messiânico (e se o Messias for o mercado é ouro sobre azul).

Nos dias que correm acontecem em Israel numerosas manifestações de sectores sociais e étnicos – palestinianos com nacionalidade israelita, judeus etíopes, por exemplo – todas elas contra a sociedade de apartheid institucionalizada no país. Socorrer nepaleses enquanto se pensa na próxima operação para matar palestinianos não é um caso específico de apartheid, mas um exemplo flagrante de como funcionam mentes capazes de gerar apartheids.

 

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por Augusta Clara às 08:00

Quarta-feira, 18.03.15

A culpa não é de Netanyahu - José Goulão

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José Goulão  A culpa não é de Netanyahu

 

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Um terrorista numa manifestação

 pretensamente anti-terrorista

 

 

Nota do Jardim das Delícias: Infelizmente para os palestinianos Netanyahu foi eleito

 

Mundo Cão, 16 de Março de 2015

 

   Citado pelo jornal israelita Haaretz, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, prometeu aos seus compatriotas que se for eleito não haverá Estado Palestiniano.

A declaração é interpretada, pelos adeptos da politiquice barata, como um esforço do chefe do governo para captar os votos da extremíssima direita e dos colonos a quem ele tem feito favores com uma generosidade que antecessor algum ousara atingir, tratando-se de crimes contra o direito internacional.

O que Netanyahu disse, porém, é a simples constatação do que ele tem vindo a fazer sem o confessar, mas com pleno êxito. Os avanços na colonização conseguidos pelo governo israelita durante os últimos anos criaram uma situação tal que não existem condições para instalar um Estado Palestiniano viável.

Ou seja, Netanyahu mentiu sempre desde que, em 2009, admitiu a solução de dois Estados na Palestina. Mentiu quando atribuiu aos palestinianos as culpas pelos sucessivos fracassos das negociações; mentiu em todas as instâncias internacionais perante as quais garantiu que pretendia negociar, a outra parte é que sabotava o processo.

O problema não é que Netanyahu tenha mentido. Há muito que existiam provas de este político israelita que que esteve por detrás das manifestações culminadas com o assassínio de Isaac Rabin é um mentiroso compulsivo.

O problema é de quem fingiu acreditar nele, desde os presidentes dos Estados Unidos aos dirigentes dos principais países europeus e da União Europeia.

Estes dirigentes são tanto ou mais responsáveis que Benjamin Netanyahu por não haver um Estado Palestiniano – e será dificílimo que o haja mesmo que o chefe do governo israelita não seja reeleito. Todos os agentes influentes na chamada Comunidade Internacional sabiam que Netanyahu mentia quando admitia a existência de um Estado Palestiniano. Bastava que comparassem as palavras com os actos e não poderiam chegar a outra conclusão.

Em Washington, Paris, Londres, Bruxelas ou Berlim não faltarão agora as vozes de dirigentes declarando-se surpreendidos com a confissão de Netanyahu. Preparemo-nos para o circo da hipocrisia política montado por acrobatas que, em boa verdade, têm as mãos tão sujas de sangue palestiniano como as do primeiro-ministro israelita. Podiam tê-lo travado de mil e uma maneiras, mas não recorreram a uma única, não mexeram uma palha.

E quando, dentro de poucas semanas, nova hecatombe desabar sobre Gaza poupem-nos aos discursos baratos e às lágrimas de crocodilo; cada novo inocente palestiniano assassinado deveria pesar na consciência desses dirigentes, mas para isso era preciso que a tivessem.

 

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por Augusta Clara às 16:00

Sábado, 07.03.15

Netanyahu presidente de la derecha estadounidense? - Serge Halimi

 

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Serge Halimi  Netanyahu presidente de la derecha estadounidense?

 

 

Serge Halimi

Le Monde Dilomatique

 

 

 

Traducido del francés para Rebelión por Susana Merino



   Rebelión, 6 de Março de 2015

   Hace unos veinte años un antiguo candidato republicano a las elecciones presidenciales de Estados Unidos comparó el Congreso estadounidense con un “territorio israelí ocupado”. En 2015 es inimaginable que un dirigente republicano hable con tanta perfidia. Efectivamente el señor Netanyahu y sus ideas se imponen sin resistencia y sin el menor esfuerzo en el cenáculo parlamentario de Washington. Y encuentran más oposición… ¡En la Knesset israelí!

La situación no se explica solo porque haya una mayoría republicana en las dos cámaras del Congreso, porque los demócratas – y el mismo Barack Obama – casi nunca niegan nada a la derecha israelí y a su poderoso lobby el AIPAC (1). Defendiendo ante él, al presidente de EE.UU. Samantha Powers, embajadora de Estados Unidos en la ONU, acaba de recordarles que durante los seis últimos años el presidente Obama dedicó 20.000 millones de dólares a la seguridad de Israel (2).

Tal vez en parte por razones religiosas vinculadas al predominio de los evangelistas, los más conservadores de las difusas teorías sobre el Apocalipsis (3) o en parte porque el Partido Republicano como el actual primer ministro israelí, adora describir un Occidente rodeado de enemigos (especialmente musulmanes) con el objeto de justificar las numerosas intervenciones armadas y los enormes gastos militares, el señor Netanyahu se ha convertido en el héroe de la derecha estadounidense, su Winston Churchill, al que les gustaría tener como jefe del Estado más que al actual habitante de la Casa Blanca, un hombre al que aborrecen hasta el punto de dudar permanentemente de su patriotismo y hasta de la nacionalidad estadounidense que figura en su pasaporte (4).

Después de la última incursión asesina de Israel en Gaza, entusiasmada por los medios empleados en esa oportunidad, una de las estrellas de Fox News, Ann Coulter, expresó: “Me gustaría que Netanyahu fuese nuestro presidente. Y sí, es cierto que a veces se mata a chicos palestinos, pero es porque forman parte de una organización terrorista que daña a Israel. Y Netanyahu hace bien al burlarse de lo que le dicen lloriqueando los responsables religiosos acerca de los chicos palestinos. Se burla también de lo que le dicen las Naciones Unidas, de lo que le dicen los medios. Somos un país, tenemos nuestras fronteras. Netanyahu hace respetar las suyas ¿Por qué nosotros no podemos hacer lo mismo?” (5).

John Boehmer, presidente republicano de la Cámara de Representantes, le invitó de golpe, sin avisar a Obama, con el objeto de que explique a los parlamentarios estadounidenses que la política que lleva a cabo la Casa Blanca con Irán amenaza la existencia de Israel. Especialista en comunicación y con una larga experiencia en EE.UU. por haber sido embajador de su país en la ONU (período en el que mantuvo muchas entrevistas con los medios), el primer ministro israelí no dejó de acudir al Muro de los Lamentos (frente a algunas cámaras) antes de volar a Washington. Y de comparar tranquilamente al régimen iraní con el Tercer Reich.

Ante el carácter grosero –por no decir la grosería– de esa situación, Obama se mostró más audaz que de costumbre e hizo saber que no recibiría al primer ministro israelí. Y que tampoco su vicepresidente Joseph Biden, ni su secretario de estado John Kerry acudirían a oír el discurso del jefe del Likud, destinado a confrontar la política exterior de su administración ante una tormenta de aplausos parlamentarios. Hace unos tres años, para explicar el inhabitual compromiso de Netanyahu con la campaña presidencial de Mitt Romney contra Obama, el diario israelí Haaretz subrayaba ya que el primer ministro israelí no solo habla inglés o americano, sino que normalmente habla “republicano”.

¿Su desagradable diatriba ante el Congreso de Estados Unidos permitirá a Netanyahu imposibilitar cualquier acuerdo entre Washington y Teherán presentándolo como un nuevo Múnich y a Obama como un nuevo Chamberlain? ¿Le asegurará una ventaja electoral gracias a la cual pueda ganar nuevamente en las elecciones del 17 de marzo próximo? En todo caso el “Bibi americano” parece haber conseguido lo imposible en EE.UU.: indisponer a una parte de la opinión pública que hasta ahora estaba a su favor hiciera lo que hiciese o dijera lo que dijese.

Notas 

(1) Sobre el papel de este lobby leer, de Serge Halimi, «Le poids du lobby pro-israélien aux Etats-Unis», « Israël, plus que jamais enfant chéri de l’Amérique » y « Aux Etats-Unis, M. Sharon n’a que des amis », Le Monde diplomatique, respectivamente agosto de 1989, mayo de 1991 y julio de 2003. 

(2) La administración Obama ha puesto por otra parte su veto a todas las resoluciones críticas de las Naciones Unidas contra Israel, incluidas las que contenían propuestas estadounidenses… Y EE.UU. dejó la UNESCO cuando admitieron a Palestina. 

(3) Leer, de Ibrahim Warde, « Il ne peut y avoir de paix avant l’avènement du Messie », Le Monde diplomatique, septiembre de 2002. 

(4) El pasado 18 de febrero el exalcalde de Nueva York y excandidato republicano a la Casa Blanca Rudolph Giuliani declaró: Yo creo, y sé que es terrible lo que digo, que este presidente no ama a Estados Unidos, tampoco a vosotros ni a mí. No fue educado como yo en el amor a este país. 

(5) Fox News, 31 de julio de 2014. 

Fuente: http://www.monde-diplomatique.fr/carnet/2015-03-04-Netanyahou-aux-Etats-unis

 

 

 

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por Augusta Clara às 08:00



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