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Jardim das Delícias


Terça-feira, 21.06.16

Falemos então do Brexit - José Goulão

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José Goulão  Falemos então do Brexit

 

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   Mundo Cão, 21 de Junho de 2016

   Está em curso uma intoxicação epidémica, que tem contornos de uma operação de terror, sobre as terríveis consequências que se abateriam sobre o mundo, a Europa e até este pobre cantinho lusitano se o Reino Unido, por sinal o braço europeu mais fraterno do grande império, sair da União Europeia.

A vaga de propaganda chantagista sobre os horrores que adviriam dessa hipótese atingiu a histeria do vale-tudo e mesmo agonias de desespero que justificariam uma investigação séria sobre as circunstâncias que levaram ao cobarde assassínio da deputada trabalhista Jo Cox. Para todos os efeitos, o autor foi um demente dedicado aos folclores nazis, agiu sozinho e pronto. O assunto foi retirado das primeiras páginas, ficando agora cada qual com a resposta à pergunta clássica que se faz para adivinhar o criminoso nos romances policiais: a quem aproveita o crime?

Sair da União Europeia é um direito inalienável dos britânicos, que quase certamente não se livrarão de uma segunda consulta, ou das que forem necessárias, se teimarem em dizer que não desejam estar num sítio onde, em boa verdade, nunca estiveram de boa vontade. Não é este o hábito dos mandantes da União Europeia, vide as repetições de referendos na Irlanda, em França e na Holanda até se obterem os resultados pretendidos pela ditadura financeira internacional?

A saída do Reino Unido da União Europeia, ou a sua continuação, será o resultado de um exercício básico de democracia, essa coisa que está de tal maneira corrompida no espaço europeu que os senhores de Bruxelas até se esquecem de a invocar. Ao invés, em vez de promoverem o esclarecimento sereno dos britânicos, patrocinam uma campanha de medo e mentiras onde avultam figuras desacreditadas como o presidente dos Estados Unidos, o conspirador e golpista internacional George Soros através do seu Grupo Internacional de Crise (destruição da Jugoslávia, criação do Kosovo, golpe fascista na Ucrânia e outras coisas equivalentes) e o inimitável Tony Blair – será impossível resumir as suas malfeitorias, mas bastará recordar a sangria do Iraque baseada numa comprovada aldrabice. Enfim, são todos muito boas recomendações para um Reino Unido dentro da União.

O ambiente de pressão é de tal ordem que um cidadão comum quase terá que pedir desculpa para dizer que não virá mal nenhum ao mundo se o Reino Unido sair da União Europeia, entidade em implosão. O grau de desmantelamento é tal que Bruxelas e a colaboracionista David Cameron em Londres fabricaram uma União Europeia à la carte para os britânicos, a qual, bem à medida do primeiro-ministro inglês, é racista e xenófoba. Não foi ele que qualificou os refugiados e imigrantes como “uma praga”, levando Bruxelas atrás de si, o que nesta matéria nada tem de difícil? A partir de agora qualquer país da União pode reclamar um estatuto especial para si, ameaçando com a saída. Será uma simples questão de coragem política.

Alega-se: do lado do Brexit estão os fascistas britânicos. Pois estão. E quem está ao lado dos fascistas ucranianos, polacos, húngaros, eslovacos, estonianos, lituanos, croatas, kosovares, turcos com quem a NATO e a União Europeia anda nas palminhas? Os fascistas estão em todo o lado na Europa, porque os dirigentes da Europa lhes estendem as mãos, uns por oportunismo, outros por convicção. Quando se der o alerta geral provavelmente será tarde.

Com ou sem Brexit, a União Europeia está a cavar um pouco mais da sua sepultura. Enquanto isso, fortalecem-se os sinais, em todo o mundo, de que o neoliberalismo, como estado supremo do capitalismo, necessita cada vez mais de sistemas políticos autoritários para maximizar os proveitos da sua anarquia financeira. Isto é, o mercado verdadeiramente livre sente ainda como estorvo o pouco que resta de democracia. Por isso o fascismo ressurge em cada canto, por ser o infalível garante da equação exploração máxima igual a lucro máximo. Por isso, ao contrário do que malevolamente proclama a comunicação transformada em propaganda, mesmo que seja “de referência”, os manifestantes em França contra a lei laboral esclavagista não são “herdeiros de Pétain”. Lutam sim contra os políticos cúmplices dos imensos poderes internacionais que arrasam, sem dó, os direitos sociais e humanos. Os grandes impérios económicos e financeiros alemães lucraram a bom lucrar com o nazismo de Hitler. Por isso, é uma mentira deslavada e uma grosseira chantagem intelectual dizer que o fascismo e a liberdade sem limites do mercado são inconciliáveis.

Pelo contrário, são feitos um para o outro. E desta feita já têm em funções a União Europeia e a NATO como regaços dessa aliança criminosa, dispensando grandes invasões militares, pelo menos na Europa até às fronteiras russas.

Com ou sem Brexit, é claro.

 

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por Augusta Clara às 15:45

Sexta-feira, 27.05.16

Liliana Ayalde e as coincidências no quintal de Obama - José Goulão

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José Goulão  Liliana Ayalde e as coincidências no quintal de Obama

 

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      Mundo Cão, 26 de Maio de 2016

   O nome de Liliana Ayalde pouco dirá à maioria das pessoas que me lêem, o que afinal é a coisa mais natural deste mundo.

Mas se vos disser que a senhora Liliana Ayalde é a embaixadora dos Estados Unidos da América no Brasil desde 2013, alguns começarão a suspeitar da existência de relações de causa e efeito entre essa enviada da diplomacia de Obama e os sucessos em curso nos corredores obscuros da política em Brasília. Tal suspeição virá da tradição histórica, pois sabe-se que não existe embaixador dos Estados Unidos sem missão específica em países da América Latina (e outras regiões, por certo) onde se tenha instalado, por vontade democrática do seu povo, um governo que não acene como os burros às ordens chegadas do Norte.

A senhora Liliana Ayalde foi expedida pelo secretário John Kerry para Brasília pouco depois de ter sido denunciado ao mundo que o governo dos Estados Unidos interceptava as comunicações oficiais e pessoais da presidenta Dilma Roussef, circunstância que ensombrou um pouco mais as relações entre os dois países. Coisas graves terão revelado essas escutas…

Até este momento da história, porém, as ilacções são apenas fundamentadas na tradição. Digamos que, para boas almas sempre incrédulas perante as evidências, nos mantemos ainda nas áreas da teoria da conspiração.

Mas se vos disser que o anterior posto diplomático da senhora Ayalde foi a de embaixadora em Assunción, no Paraguai, talvez a luz comece a tornar-se mais intensa nos vossos espíritos. Porque em 2012, no Paraguai, o Congresso destituiu o presidente eleito Fernando Lugo, que pusera fim a 61 anos de ditadura, primeiro fascista, depois “democratizada” mas sempre fidelíssima a Washington, do Partido Colorado.

Lugo fora eleito em 2008 e logo em Dezembro de 2009 começaram a correr rumores de impeachment do presidente. Nessa altura, segundo mensagens divulgadas pelo site WikiLeaks, a embaixadora Ayalde escrevia assim nas suas mensagens pelos canais internos: “exprimimos cuidadosamente o nosso apoio público às instituições democráticas do Paraguai – não à pessoa de Lugo – para estarmos certos de que Lugo compreenderia os benefícios de uma relação próxima com os Estados Unidos”.

Recentemente, a propósito do Brasil, a porta-voz do Departamento de Estado em Washington, Elizabeth Trudeau, usou mais ou menos a mesma cassette, manifestando o desejo de que “as instituições democráticas brasileiras” solucionem as vicissitudes políticas.

Chegamos pois à constatação de uma perfeita coincidência: dois golpes de Estado parlamentares em dois países vizinhos no quintal das traseiras dos Estados Unidos, por sinal presididos por eleitos olhados com desconfiança por Washington, tendo em posto a mesma embaixadora norte-americana, a senhora Liliana Ayalde. Uma diplomata que o analista argentino Atila Boron considera especialista em “golpes soft”. Países diferentes, dois golpes idênticos em menos de um quinquénio, a mesma embaixadora dos Estados Unidos. O acaso tem destas coisas.

No Paraguai, passado o susto representado pelo ex-bispo católico Fernando Lugo, associado à Teologia da Libertação, os Estados Unidos reveem-se agora em Horácio Cartes, um magnata do tabaco, rancheiro e banqueiro que tem às costas acusações (por certo improcedentes) de lavagem de dinheiro dos cartéis da droga no seu banco Anambay, evasão fiscal e outros crimes, excelentemente relacionado com as agências de espionagem norte-americanas. Reina a tranquilidade em Washington, pois está o homem certo no lugar certo

No Brasil ignoramos o que se segue, mas a embaixadora Liliana Ayalde, para já, parece ter cumprido a missão. Obama ainda tem tempo para despachá-la para outro país da região. Equador? Bolívia? Uruguai?

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por Augusta Clara às 08:00

Sábado, 07.05.16

Operação “Madeira de Sicómoro" - José Goulão

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Mundo Cão, 7 de Abril de 2016 

 

     O sicómoro é uma figueira-brava abundante desde sempre no Médio Oriente, de tal modo que tem ressonâncias bíblicas. Isso terá inspirado os assessores do presidente Barack Obama quando se tratou de baptizar a operação secreta através da qual a Casa Branca e o Pentágono, recorrendo ao poço sem fundo de petrodólares da Arábia Saudita e ao prestimoso aparelho de guerra da NATO, decidiram desestabilizar a Síria até ao estado em que se encontra.

Corria o ano de 2012. Depois de montado o mito de que existia um início de “primavera árabe” na Síria, começou a canalização em massa de bandos de terroristas e toneladas de armas e munições para o interior do país, através das fronteiras da Jordânia e da Turquia. Ao mesmo tempo, aviões de carga das ditaduras do Golfo despejavam armas para os mercenários já no terreno; e os comboios humanitários da ONU foram transformados em autêntico cash and carry de material de guerra para os infiltrados, por inspiração do secretário-geral adjunto da ONU, Jeffrey Feltman. Para os que nunca dele ouviram falar, é o comissário político norte-americano na organização, ex-alto funcionário do Departamento de Estado, encarregado da estrutura operacional do golpe de Estado fascizante na Ucrânia, quando já em funções nas Nações Unidas.

Estava no terreno a operação “Madeira de Sicómoro”. Saibam os que reagem a este tipo de informações sobre operações secretas acusando liminarmente os mensageiros de serem agentes das teorias da conspiração que, neste caso, também os repórteres do New York Times o são. Foram eles que descreveram em pormenor a trama clandestina, ainda não há dois meses.

Em traços largos, a operação decidida por Barack Obama, numa primeira fase dedicada à desestabilização política e, a partir de 2013, à “assistência letal” aos terroristas sem excepção, foi passada à prática pela CIA e financiada, “em vários milhares de milhões de dólares”, pela ditadura whaabita da Arábia Saudita, a doutrina fundamentalista islâmica que inspira os mais sanguinários grupos terroristas, entre eles a al-Qaida e o Estado Islâmico e os seus heterónimos regionais. Também o Qatar, os Emirados Árabes Unidos e a inevitável Turquia do fascista Erdogan se juntaram à operação.

Houve uma altura, ao que consta, que a Casa Branca pareceu recuar, pretendendo abrir excepções no auxílio à al-Qaida e ao Estado Islâmico. Contra isso se levantaram países árabes europeus na conferência dos “Amigos da Síria” realizada em 12 de Dezembro de 2012, em Marraquexe, Marrocos. O porta-voz dessa frutífera indignação contra o rebate de Washington foi o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Laurent Fabius, que só há pouco, e por doença, abandonou o cargo. Foram dele estas palavras históricas e lapidares: os membros da al-Nusra (heterónimo da al-Qaida na Síria) “estão a fazer um bom trabalho no terreno”.

Para pôr em Marcha a operação “Madeira de Sicómoro”, Barack Obama limitou-se a retomar uma velha prática de Washington ao recorrer à Arábia Saudita para financiar guerras e golpes de Estado. “Eles sabem o que obtêm de nós e nós sabemos o que obtemos deles”, é a versão da prosaica sentença “uma mão lava a outra” recitada ao New York Times por Mike Rodgers, um antigo representante republicano do Michigan. Se catarmos um pouco na História iremos encontrar esta simbiose entre Washington e Riade, entre os maiores pregadores da democracia e os seus mais descarados inimigos, por exemplo no apoio aos bandos armados na guerra civil angolana; na conspiração dos “contras” na Nicarágua; na institucionalização do banditismo no Afeganistão através dos “mujahidines” e da fundação da al-Qaida por Bin Laden; no esmagamento em sangue da “primavera árabe” no Bahrein; na destruição da Líbia, entregue operacionalmente à NATO.

É certo que a intervenção russa, fazendo em poucos meses os estragos nas hostes terroristas que a aviação norte-americana prometeu durante dois anos e nunca cumpriu, alterou as relações de forças na Síria. Moscovo e Washington definiram um cessar-fogo e Jeffrey Feltman foi afastado do dossier sírio. Consta que os comboios humanitários da ONU já não transportam armas para os terroristas. A paz, contudo, é uma miragem num país que em 2011 quase não tinha dívida externa e que agora chora 250 mil mortos, onde um em cada três sobreviventes é refugiado interno ou externo. Pelo que, também por isso, Barack Obama e os dirigentes da União Europeia e da NATO que o acolitam têm as mãos sujas, muito sujas mesmo, do sangue de seres humanos inocentes.

 

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por Augusta Clara às 15:00

Sexta-feira, 02.10.15

A hora da verdade, Sr. Obama - José Goulão

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José Goulão  A hora da verdade, Sr. Obama

 

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Mundo Cão, 1 de Outubro de 2015

 

   O início das operações militares antiterroristas das forças da Organização do Tratado de Segurança Colectiva (OTSC), de que a Rússia é a mais importante potência, em território da Síria representa, sem dúvida, um movimento novo e de grande importância no combate às organizações mercenárias que se reclamam do islamismo.

Em termos meramente teóricos poderia escrever-se que só agora começou a verdadeira guerra contra o terrorismo na Síria, e provavelmente também no Iraque; o que tem acontecido até ao momento, pelas mãos dos Estados Unidos e dos principais membros da União Europeia, não passa de um simulacro de combate, à mistura com a proliferação de guerras e alianças com terroristas, culminando na destruição de nações e na hecatombe dos refugiados.

Porém, a resposta de Washington, Paris e Londres aos primeiros bombardeamentos russos contra campos terroristas na Síria revela intrigante inquietação com a situação dos bandos de mercenários. Em vez de saudarem a iniciativa de Moscovo, os porta-vozes norte-americano, britânico e francês que se pronunciaram até agora lamentam que, afinal, ao contrário do que alegadamente dissera o Sr. Putin, os bombardeiros russos não atingem apenas o Estado Islâmico. Pois não: infligiram pesados danos a outros grupos e grupinhos terroristas que partilham o mesmo terreno, designadamente a Frente Al-Nusra e o Exército Livre Sírio. Al-Nusra é a designação da Al-Qaida na Síria; o Exército Livre Sírio é o menino bonito das potências ocidentais, os chamados “moderados” que, conforme reconhecem dirigentes norte-americanos e da União Europeia, têm funcionado como entreposto no tráfico de armas fornecidas pelo Ocidente ao Estado Islâmico.

De modo que se coloca neste momento uma grande interrogação: de que lado estão os Estados Unidos, a França e o Reino Unido, e a Alemanha também? A favor ou contra grupos como a Al Qaida e Estado Islâmico? Por detrás dos primeiros pronunciamentos dos dirigentes ocidentais depois dos ataques russos, o que espreita é uma real inquietação com o novo quadro: a de que, a partir de agora, não mais será possível fazer confusão entre quem está a favor ou contra o terrorismo. Por exemplo, fica decretado o fim da falácia alimentada por Washington – e pela NATO, como é óbvio - de que as iniciativas atlantistas na região visam combater ao mesmo tempo o regime sírio e os bandos terroristas. A única vítima, claro, tem sido Damasco.

A confissão deste incómodo está no facto de as potências ocidentais acusarem a Rússia de fazer os bombardeamentos na Síria para defender “a ditadura de Bachar Assad”. Mais uma falsidade: a Rússia não está a defender Assad mas a proteger-se a si mesma. Há muito que o Estado Islâmico e outras Al-Qaidas se estão a organizar para, em aliança com o Qatar, a Turquia e centrais nazis europeias, desestabilizar e minar a Rússia, sobretudo a partir da Ucrânia. Foi na Ucrânia, em Ternopol, que nasceu em 2007 a “Frente-Anti-imperialista” contra a Rússia, mistura de grupos nazis e terroristas islâmicos cujos dirigentes são recebidos com grandes honras pelo presidente Erdogan na Turquia. Como resultado desse patrocínio da Turquia fundamentalista (membro da NATO, como se sabe), está a instalar-se em Kherson, também na Ucrânia, a Brigada Muçulmana Internacional, cujo objectivo é a desestabilização da Rússia a pretexto da Crimeia e apoiando o terrorismo islamita no Cáucaso, especialmente na Chechénia. Não é segredo que militares norte-americanos e a NATO apoiam e treinam em território ucraniano todas as organizações que proclamem a intenção de combater a Rússia.

A Rússia não está na Síria, e prestes a intervir também no Iraque, para defender os governos destes países mas para combater o terrorismo, com autorização dos seus governos e sob cobertura das decisões aprovadas na ONU contra o terrorismo – legalidade que nem sempre tem preocupado os que agora preocupados estão com a iniciativa russa.

Uma coisa parece certa: se as forças da OTCS (Rússia, Bielorrússia, Arménia, Casaquistão, Tajiquistão e Quirguistão) e os poderes militares dos principais países da NATO se juntarem contra o terrorismo, o Estado Islâmico, as Al-Qaidas e afins não terão vida fácil, provavelmente não conseguirão transferir-se para outros lados, talvez percebam finalmente que, sem os habituais tutores entre “os infiéis”, nem sobreviverão.

Parece ter chegado a hora da verdade na tão falada “guerra contra o terrorismo”. É o momento de o Sr. Obama se definir: ou luta de facto contra o terrorismo ou continua a ser seu cúmplice, no mínimo através de uma guerra que tem sido de faz-de-conta. Talvez a chegada deste momento da verdade seja aquilo que o Sr. Obama não consegue perdoar ao Sr. Putin. As coisas estavam a correr tão bem…

 

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por Augusta Clara às 08:00



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