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Delícias são tudo o que nos faz felizes: um livro, a magia dum poema ou duma música, as cores duma paleta ... No jardim o sol não raia sempre mas pulsa a vida, premente.
Krugman fala das mensagens de ódio que tem recebido de alemães
Paul Krugman venceu o Nobel da Economia em 2008 e nos últimos anos tem sido muito crítico das políticas de austeridade na Europa.
Notícias ao Minuto, 15 de Julho de 2015
A crise na Grécia tem tido momentos de particular tensão, que muitas vezes extravasam a discussão financeira.
Conta o próprio no blogue que assina no New York Times que tem “andado a receber muitos emails da Alemanha, ultimamente”. Krugman diz já estar habituado a este género de missivas. Mas o número tem aumentado consideravelmente e com uma origem em particular a destacar-se: a Alemanha.
Afirmando que sabe que muito do que lhe tem chegado advém de “raiva” e “irracionalidade”, o Nobel da Economia de 2008 diz que as mensagens se têm dividido em dois tipos: umas são simplesmente obscenas, com insultos, tanto em alemão como em inglês.
Já outras acusam Krugman de ser persecutório. Como por exemplo, ‘como judeu devia saber os perigos de demonizar um povo”, adianta o economista sobre as críticas que lhe fazem. Algo a que responde no seu blogue em tom irónico: “criticar a ideologia económica de uma nação é o mesmo que declarar as pessoas sub-humanas”.
Escreve ainda Krugman que “estas cartas dificilmente são representativas” de todos os alemães. Porém, escreve “a noção de vitimização da Alemanha parece real e é um problema para os seus vizinhos”, pode ler-se no blogue de Paul Krugman
Paul Krugman O que "estão a fazer", "estão a gozar connosco?"
Paul Krugman diz que Portugal vive um pesadelo
Notícia da LUSA publicada no Expresso Economia em 27 de Maio de 2013
O Nobel da Economia considera que o nosso país está a viver um "pesadelo" económico-financeiro e que a resposta a estes problemas é conhecida há muitas décadas.
O prémio Nobel da Economia, Paul Krugman, sublinhou hoje que Portugal vive um "pesadelo" económico-financeiro e questionou como é suposto ultrapassar problemas estruturais, igualmente existentes em outros países, "condenando ao desemprego" milhares de trabalhadores.
"Não me digam que Portugal tem tido más políticas no passado e que tem profundos problemas estruturais. Claro que tem, e todos têm, mas sendo que em Portugal a situação é mais grave que em outros países, como é que faz sentido que se consiga lidar com estes problemas condenando ao desemprego um grande número de trabalhadores disponíveis?", frisa Paul Krugman em artigo hoje publicado no seu blogue, "Consciência de Um Liberal".
O prémio Nobel da Economia comentava no seu blogue um artigo hoje publicado no jornal "Financial Times" sobre as condições "profundamente deprimentes" em Portugal, centrando-se na situação de empresas familiares, que foram até agora o núcleo da economia e da sociedade do país.
Para Paul Krugman, a resposta a estes problemas "conhecidos há muitas décadas", reside numa política monetária e orçamental expansionista. "Mas Portugal não pode fazer as coisas por conta própria, porque já não tem moeda própria. 'OK' então: ou o euro deve acabar ou algo deve ser feito para fazê-lo funcionar, porque aquilo a que estamos a assistir (e os portugueses a experimentar) é inaceitável", sublinhou.
O economista defende uma expansão "mais forte na zona do euro como um todo", "uma inflação mais elevada no núcleo europeu", tendo em mente que o Banco Central Europeu (BCE), assim como a Reserva Federal Americana, são contra taxas de juro próximas de zero.
"Pode e deve tentar-se aplicar políticas não convencionais, mas é preciso tanta ajuda quanto possível ao nível da política orçamental e não uma situação em que a austeridade na periferia é reforçada pela austeridade no núcleo", frisou. Mas pelo contrário, reforçou, aquilo a que se tem assistido nos últimos três anos é a uma política europeia "focada quase que inteiramente nos supostos perigos da dívida pública". "O importante agora é mudar as políticas que estão a criar esse pesadelo", concluiu.
Num outro 'post' no seu blogue, Paul Krugman lembra como em 1975, logo após a queda da ditadura em Portugal, o então governador do Banco de Portugal, José da Silva Lopes, que veio a ser ministro das Finanças, pediu aconselhamento especializado ao Massachusetts Institute of Technology (MIT). Depois de uma primeira visita de professores senior, da conhecida faculdade norte-americana, conta ao Nobel da Economia, no verão de 1976 Portugal contou com a ajuda de cinco estudantes do MIT, entre eles Miguel Beleza, mais tarde Governador do Banco de Portugal e ministro das Finanças, assim como o próprio Krugman.
"A julgar pela reputação académica de que [estes responsáveis] viriam a gozar mais tarde, eles [portugueses] tiveram um grande grupo. Um ano depois chegariam David Germany, Jeremy Bulow, e, imaginem quem, Ken Rogoff", (conhecido defensor da austeridade), refere o economista com humor.
Krugman - Nobel da Economia arrasa sucesso da austeridade em Portugal
Publicado em Notícias ao Minuto em 9 de Abril de 2013
O economista e prémio Nobel Paul Krugman atribui a descida dos juros da dívida portuguesa à intervenção do Banco Central Europeu (BCE) e não ao sucesso da política de austeridade em curso no país.
“Esta descida dos juros não tem nada a ver com a austeridade”, sustenta Krugman no seu blogue no New York Times, atribuindo-a, antes, à intervenção do BCE na compra de dívida soberana dos países em dificuldades, nomeadamente Portugal.
Neste contexto, o economista critica a Comissão Europeia – que, na segunda-feira, elogiou a determinação do Governo português em prosseguir a política de austeridade apesar do ‘chumbo’ do Tribunal de Constitucional a algumas das medidas impostas – quando esta reclama para si e para a sua política os créditos desta descida dos juros das dívidas soberanas e alega que um abrandamento da austeridade levará a nova escalada.
Para Paul Krugman, esta posição da Comissão resulta do facto de a descida dos juros da dívida ser “o único resultado positivo que tem para apresentar após três anos de austeridade”.
Segundo sustenta o prémio Nobel da Economia, o “risco moral” inicialmente apontado pelos defensores da austeridade relativamente à intervenção do BCE na compra de dívida soberana – por considerarem que esta “ajuda” poderia levar os países em dificuldades a “relaxarem no aperto do cinto” – acabou por se concretizar, mas relativamente aos próprios apoiantes da austeridade.
“Realmente a intervenção do BCE “ajudou” algumas pessoas, levando-as a prosseguir as suas más políticas. Mas essas pessoas não são os governos endividados, são os próprios membros da troika (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e BCE), que usam o argumento da descida dos juros da dívida para alegarem que a austeridade está a resultar”, afirma Krugman.
No domingo, também no seu blogue no New York Times, Paul Krugman, que tem repetidamente criticado a estratégia europeia de resposta à crise na zona euro, instou os portugueses a “dizer não” a novas medidas de austeridade.
‘Just Say Não’, ironizou então o prémio Nobel da Economia, notando que a instabilidade se intensifica em Portugal, agora que o Governo de Pedro Passos Coelho anunciou a intenção de avançar com cortes na educação, saúde, Segurança Social e empresas públicas para responder ao 'chumbo' do Tribunal Constitucional de quatro normas orçamentais que representam um 'buraco' de 1.300 milhões de euros.
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