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Jardim das Delícias


Sexta-feira, 29.07.16

Ninguém sabia o que era o FMI. São todos inocentes - Augusta Clara de Matos

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   Esta gente - garotada do governo Passos/Portas mais os comentadores ao seu serviço - que levaram quatro anos a tentar convencer-nos de que destruir o que em Portugal se tinha feito era inevitável, só agora é que se dão conta de que onde o FMI se mete acontece sempre um grande desastre?

Debitam tanta opinião baseada em que saber? Está tudo escrito. É só ler nos livros,fazer pesquisas, estudar em vez de levantarem a crista e servirem os seus senhores que, ao contrário deles, e apesar de lhes pagarem chorudas recompensas para moldarem a opinião pública, eles, esses senhores vivem de rabo para o ar, arrojando-se aos pés do grande capital a quem obedecem cegamente por umas moedas que lhes são atiradas aos pés.

MISERÁVEIS!

O FMI nunca foi uma estrutura de gente de bem. Antes pelo contrário. Quem os deixa entrar sabe sempre ao que vão. Já há demasiados exemplos no mundo para que isso seja ignorado.

Agora vamos ter a mesma avalanche de comentadores a dizerem o contrário. Até o governador do Banco de Portugal está a aproveitar para "se limpar", perdoe-se-me a expressão.

E o que se faz a esta gente que tanto nos massacrou?

 

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por Augusta Clara às 08:00

Sábado, 15.11.14

O ovos da galinha de Portas estão podres? - Telmo Vaz Pereira

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Telmo Vaz Pereira  O ovos da galinha de Portas estão podres?

 

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   Quando se fala de vistos gold, importa sublinhar que, na esmagadora maioria das situações, não se está na presença de investimentos, mas tão-só da compra de activos que já existem no país, com destaque para moradias habitacionais e que, por conseguinte, nem sequer geram emprego.

Conjugando os milhões de que Paulo Portas se gaba com as detenções que ontem ocorreram, uma questão se levanta : «já alguém se lembrou que as autorizações de residência obtidas por meios fraudulentos devem ser canceladas (1), nos termos do artigo n.º 85 da Lei n.º 23/2007» (2), de 4 de Julho? Com uma galinha que, em vez de ovos de ouro, põe ovos aparentemente podres, Paulo Portas está em vias de empurrar o país para um conflito diplomático com a República Popular da China. Bonito serviço.

(1) https://twitter.com/joaotgama/status/533222202498617344
(2) https://dre.pt/application/file/635722

 

Nota: Relações suspeitas nos vistos dourados. Ver aqui.

 

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por Augusta Clara às 17:00

Segunda-feira, 08.07.13

Execração de Paulo Portas - Mário de Carvalho

 

 

Mário de Carvalho  Execração de Paulo Portas

 

(Caravaggio, Narciso)

 

(c. 5000 caract) Vamos lá gastar alguma cera com esta criatura. Mais uma concessão ao efémero. Começo por estranhar a benevolência relativa com que ela tem sido tratada. Como se um instinto nato de harmonia obrigasse a atenuar a flagrância do mau gosto. Um querido amigo meu, a certo desabafo, sugeriu que o meu desprezo era «emocional». Havia aqui uma sugestão de parcialidade política. Devo defender-me disso. Na verdade, até aprecio e respeito algumas pessoas que se dizem amigas do doutor Portas. E verifico que ele tem esta particularidade estranhíssima: todos os seus amigos são melhores que ele.

Recordo os tempos muito catitinhas de «O Independente», cheios de peripécias e partes gagas. Costuma evocar-se – e com razão – o rasgo inovador e dinâmico do jornal. Pouca referência se faz – e sem razão – ao lastro de frioleira e alarvidade que lhe pesava como chumbo.

Portas esteve por então envolvido numa campanhazinha muito marota e fraldiqueira contra a «meia branca». Estas coisinhas davam-lhe muito prazer. Em dada altura dedicou-se à política (em revogação do desdém pedante antes manifestado) e é hoje -- com Jardim e Cavaco -- um dos políticos de mais longo exercício. Ainda tenho nos ouvidos os gritinhos de «ó Margarida», «ó Margarida!» com que ele pontuou uma entrevista qualquer, dada a uma jornalista que viria a ter um fim infeliz.

Toda a sua vida pública (e provavelmente a outra) é feita em permanente pose. Tem atitudes; Olhares longamente estudados; máscaras de sisudez de Estado; esgares trabalhadíssimos; soslaios de palco amador; sorrelfas; sorrisinhos desdenhosos; trejeitinhos manhosos; «boquinhas e olhinhos»; meneios de cabeça; artifícios retóricos como o de perguntar repetidamente «sabe que…?». Às vezes tenta o furor tribunício, mas a voz não lhe dá para tanto; experimenta a pose imperial, mas é pequenote mesmo para Napoleão. Ainda é um homem novo. Quando for mais velho lembrará uma deprimente figura de actor que aparece na «Roma» de Federico Fellini.

Talvez a exposição pública da política exija um certo histrionismo. Mas então, que se seja bom actor. E não se deixe no ar esta grande vontade de pedir a devolução da entrada.

Já o vi a exaltar a «lavoura» em vezos saudosistas (menos insinceros do que parece); já o vi a ajoelhar, numa capela, com os dois joelhos, numa compunção beata; já o vi a bramir, numa cena movimentada, contra «os ciganos do rendimento mínimo»: já o vi em festarolas de aldeia, ou em obscenas rondas de lares de idosos, ou a debitar banalidades de dentadura a rebrilhar. Já o vi a dizer (e a fazer) trinta por uma linha.

E já o vi a disparatar abertamente, quando, evitando o russo «troika» (alguém o convenceu de que a atrelagem russa era uma palavra «soviética»…) optou por «triunvirato»,  solução histórica tradicionalmente catastrófica. Apesar de tudo, sempre é melhor que a ridícula revogação da decisão «irrevogável».

Esperava-se que ocupasse a Administração Interna, depois de a direita ter feito histérica algazarra (ora obnubilada…) sobre a segurança. Não. Foi para os Negócios Estrangeiros, para se descomprometer e fazer de conta (sempre o fingimento, o obsessivo, doentio, fingimento) que era alheio às mexerufadas da famulagem financeira. A seu tempo ressurgiria em atitude messiânica, como resgatador dos infelizes. Sempre o calculozinho. Contas furadas.

Deixou uma nota de subserviência a manchar a diplomacia portuguesa com o caso Snowden. Em tempo de crise política interna, a situação foi minimizada, ninguém estava a espreitar. Mas as consequências para os interesses de Portugal (já não falo nos princípios) serão lastimáveis. Creio que Freitas do Amaral nunca se prestaria a esse papel. Mas há gente na direita que considera natural a farronca para com os mais fracos e servilismo rasteiro para com os mais fortes. Paulo Portas não a desmentiu, neste ziguezague da sua carreira, que se espera abreviada.

Ao longo de quase vinte anos, houve a universidade Moderna, as deslealdades para com dirigentes políticos afins, a fotocópia de toneladas de documentos da República Portuguesa, a questão dos submarinos. Por estes interstícios, o doutor Portas tem deslizado como enguia em sargaço. Com uma certa complacência, é preciso dizê-lo, da comunicação social.

Agora aí o temos, repescado para o governo em circunstâncias equívocas. A existência deste homem tem sido, aliás, amalgamada de equívocos. Dir-se-ia que não é capaz de viver de outra maneira. Há nele uma vertiginosa atracção pelo Mal. Para usar a velha comparação americana da venda do automóvel usado, creio que se o doutor Portas tivesse um carro em bom estado para vender, não deixaria de o avariar, por puro fascínio do ludíbrio.

E sobre a personagem, fiquemos por aqui. Seria fácil (demasiado fácil) usar uma fotografia ilustrativa das milhentas disponíveis na NET. Mas prefiro deixar-vos  com o Narciso de Caravaggio que também vem a propósito. Para ser franco, preferia ter tido a oportunidade de dizer algum bem, em vez de execrar.

MdC 

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por Augusta Clara às 08:00

Quinta-feira, 04.07.13

Em consonância com a posição de Adão Cruz - Augusta Clara

 

Augusta Clara  Pedido de desculpas à Bolívia e ao seu Presidente Evo Morales

 

   Louvável este pedido de desculpas de Adão Cruz porque é o que todos, em pleno uso dos nossos deveres e direitos de cidadania, devíamos fazer sem ficarmos à espera das tomadas de posição de partidos e outras organizações. Um país faz-se com o conjunto de todos os seus cidadãos. Ninguém tem o direito de se demitir perante actos tão graves como este em que se impede que o Presidente dum país com quem temos relações diplomáticas faça escala no nosso aeroporto por suspeita de que trazia consigo o homem que denunciou ao mundo - só temos que lhe agradecer por isso - as actividade de espionagem da CIA sobre os cidadãos e as instâncias europeias. Estamos bem lembrados de que este Ministro dos Negócios Estrangeiros - Paulo Portas - é o mesmo que, quando noutro Governo saiu do Ministério da Defesa, levou uma noite a fotocopiar documentos - que documentos, alguém sabe? - e foi, de seguida ter com o seu amigo americano, Donald Rumsfeld, a mais execrável personagem da administração George W. Bush responsável pela destruição do Iraque.

É claro que temos que pedir desculpas à Bolívia e ao seu Presidente Evo Morales.

Paulo Portas tem que ir explicar-se à Assembleia da República. Ainda vivemos em Democracia. Se já declararam a ditadura, têm que nos informar para passarmos a agir em conformidade.

 

Augusta Clara

 

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por Augusta Clara às 17:30

Terça-feira, 02.07.13

ÚLTIMA HORA: Paulo Portas demite-se!

 

CAI O GOVERNO!!! TEM QUE CAIR! FINALMENTE!

 

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por Augusta Clara às 16:40

Quarta-feira, 26.06.13

O que se encontra nos museus!

 

Um betinho que, antes de ter crescido e comprado submarinos, foi militante "daquilo"

 

 

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por Augusta Clara às 10:00



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