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Jardim das Delícias


Terça-feira, 16.07.13

Senador socio de la terrorista CIA amenaza a “cualquier” país que otorgue asilo a Snowden - Jean Guy Allard

 

 

Jean Guy Allard  Senador socio de la terrorista CIA amenaza a “cualquier” país que otorgue asilo a Snowden

 

 

 

(Roberto “Bob” Menéndez)

 

 

 

   Publicado em Contraingerencia a 7 de Julho de 2013 
   Conocido por su larga amistad con Luis Posada Carriles, – el torturador, sicario y terrorista de la CIA – Roberto “Bob” Menéndez, el actual titular del Comité de Relaciones Exteriores del Senado norteamericano, amenazó de “serias implicaciones políticas y económicas” a los países que otorgaran asilo y protección a Edward Snowden – contratista CIA que reveló crímenes de esta agencia.
 
Menéndez es este miembro del Senado quién se reunió el 17 de mayo de 2011 con Luis Posada Carriles, en un restaurante de West New York, para felicitar el viejo asesino para su indulto por un tribunal tejano, una operación dirigida por nada menos que Roger Noriega, el ex alto funcionario del Departamento de Estado. El senador famoso por sus lazos con la mafia, tanto italiana que cubanoamericana, es un aliado fiel de la Representante por Miami Ileana Ros-Lehtinen, la también Presidente del “Fondo de defensa” de Posada.
 
“Es evidente que cualquier aceptación de Snowden de algún país, cualquiera de estos tres u otro, va a ponerlos directamente en contra de Estados Unidos. Necesitan saber eso”, dijo Menéndez, en referencia a Venezuela, Nicaragua y Bolivia.
 
“Es muy claro que cualquiera de estos países que aceptan ofrecerle asilo político están dando un paso en contra de Estados Unidos. Es una declaración muy clara. No estoy sorprendido por los países que le están ofreciendo asilo”, aseveró el personaje involucrado desde meses en un escándalo sexual con prostitutas dominicanas menores de edad. El Senador estuvo también en los titulares por su papel al abogar por los intereses empresariales de un acaudalado donador y amigo, el oftalmólogo residente en Florida y de origen dominicano Salomón Melgen.
 
En abril 2006, el Senador se apareció en Ginebra para atacar a Cuba ante la Comisión de los Derechos Humanos con su ayudante personal José Manuel Alvarez, sicario CIA. También viajó con Alfredo Chumaceiro, implicado en el asesinato – ordenado por el dictador Augusto Pinochet – del ex ministro chileno Orlando Letelier, ocurrido en Washington en pleno barrio diplomático.
 
Menéndez fue alcalde de Union City, vecina de Nueva York, a partir de 1986, e hizo que la ciudad tenga fama de paraíso del juego, del racketeering, de la extorsión, del fraude y de la prostitución.
 
En cuanto a Luis Posada Carriles, es reclamado por Venezuela, por su complicidad en la destrucción en pleno vuelo de un avión civil cubano que provocó la muerte de 73 personas. Posada fue jefe de un escuadrón de la muerte de la antigua DISIP, la policía secreta venezolana, que desapareció, torturó y asesinó durante años decenas de jóvenes revolucionarios venezolanos. Participó en varios intentos de asesinato del líder de la Revolución cubana, Fidel Castro.
 
Fuente: http://www.contrainjerencia.com/?p=70546

 

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por Augusta Clara às 08:00

Quarta-feira, 10.07.13

Evo Morales, a América Latina e a afronta da prepotência - Eric Nepomuceno.

 

Eric Nepomuceno  Evo Morales, a América Latina e a afronta da prepotência

 

 

Publicado em Carta Maior a 9 de Julho de 2013 

Não satisfeitos em afundar num lodaçal econômico arrasando conquistas sociais de décadas, alguns países europeus acreditam que ainda podem exibir as galas da impertinência imperial. Fazem um jogo de espelhos, em que a realidade é refletida pelo avesso: se submetem, vergonhosamente, aos desígnios do império norte-americano, enquanto agem com a América Latina como o império que alguma vez souberam ser.

 

 

Um amigo bem humorado costuma dizer que há limite para tudo nessa vida, até mesmo para retirar dinheiro em caixa eletrônico. Pode ser. Mas, pelo que o mundo acaba de ver, alguns países da Europa decretaram que não há limite para nada no horizonte da sua prepotência.
Não satisfeitos em afundar num lodaçal econômico arrasando conquistas sociais de décadas e décadas, acreditam que ainda podem exibir as galas da impertinência imperial. Fazem um jogo de espelhos, em que a realidade é refletida pelo avesso: se submetem, vergonhosamente, aos desígnios do império norte-americano, enquanto agem com a América Latina como o império que alguma vez souberam ser.
O que fizeram há poucos dias com o presidente boliviano Evo Morales é uma afronta inadmissível. Entre a falta de hombridade dos governos da França, de Portugal e da Itália, e a empáfia insuportável do governo espanhol, escancarou-se a face abjeta da submissão. Os mesmos países que cantam de galo protestando contra a espionagem desvairada do governo de Barack Obama, que dizem ser inadmissível, se curvam de maneira vexaminosa aos ventos soprados de Washington.
É verdade que Evo Morales tem o perfil traçado sob medida para que os europeus façam o que fizeram, especialmente os espanhóis: é latino-americano, é de esquerda, é indígena e, para culminar, preside um país chamado Bolívia. Na cabeça destrambelhada dos governantes europeus, a soma desses fatores tornava o presidente boliviano em algo pronto para ser desrespeitado.
O relato de Evo Morales é assombroso. Minutos antes de entrar no espaço aéreo francês – o plano de voo do avião presidencial previa a rota que, no espaço aéreo europeu, ia da Rússia até Portugal – o comandante do avião foi avisado de que a permissão havia sido cancelada. Ato contínuo, foi a vez da Itália fazer a mesma coisa. Não havia combustível suficiente para voltar a Moscou. Foi preciso fazer um pouso de emergência em Viena, capital da Áustria.
Mais humilhações esperavam pelo presidente dos bolivianos: Alberto Carnero, o fulano que exerce o cargo de embaixador da Espanha, resolveu entrar no avião. Queria confirmar que Evo Morales não estava levando Edward Snowden para a Bolívia. Sem fazer pessoalmente essa verificação, o avião presidencial boliviano já não poderia fazer a escala técnica de reabastecimento nas Ilhas Canárias. Foi impedido. Sugeriu que o presidente boliviano falasse com o vice-chanceler espanhol. Vendo que a empáfia superava qualquer absurdo, Evo Morales respondeu que se fosse para falar com alguém, que o primeiro-ministro Mariano Rajoy ligasse para ele.
O fulano teve que se contentar em aceitar a palavra de Morales. Pensando bem, deve ter sido difícil para ele: afinal, a palavra do seu chefe, Mariano Rajoy, não vale nada. Mente com a mesma facilidade com que troca de camisa.
Um avião presidencial é como uma embaixada. É território soberano. O que França, Itália e Portugal e principalmente a Espanha fizeram viola um compêndio inteiro de tratados e convenções internacionais. E rompe marcas olímpicas de prepotência e indecência.
Tudo isso, para agradar Barack Obama e seu governo. Tudo isso para ter certeza que Edward Snowden não estaria indo para a Bolívia. Não estava. E se estivesse? Como iriam arrancá-lo do avião presidencial, que, vale reiterar, é, por convenções internacionais, território soberano do país?
Bem, e o quê fazer agora com Snowden, o técnico terceirizado, especialista em computação, que denunciou ao mundo um escândalo de dimensões enormes que desgastou ainda mais o desacreditado governo de Obama?
Ele está, desde o domingo 23 de junho, em Moscou. Dizem que na área reservada aos passageiros em trânsito do aeroporto internacional da capital russa. Dizem. O mais provável é que esteja recolhido em alguma casa de protocolo reservada a visitantes ilustres.
Uma coisa parece cada vez mais certa: o presidente Vladimir Putin (aliás, veterano dos serviços secretos da antiga União Soviética) não vai extraditar Snowden. Não quer, é verdade, entrar em conflito com Washington. Mas tampouco pode entregar quem revelou barbaridades do mesmo governo, o de Barack Obama, que o persegue com sanha especial.
Depois de ter pedido asilo a 21 países – o Brasil inclusive – e ter recebido como resposta o silêncio, a recusa ou condições para ele inaceitáveis, Snowden recebeu garantias de asilo de pelo menos três países, a Venezuela, a Nicarágua e, depois do que fizeram com o presidente Morales, a própria Bolívia.
Agora, o problema é outro: como chegar a esses países? Não há voos diretos de Moscou para nenhum deles. A única possibilidade é ir via Havana, para onde sim há voos diretos.
Supondo que Cuba faça o que dela se espera, e autorize que Snowden viaje via Havana, é quase certo que apareça outro problema: que os mesmos governos servis da Europa que impediram que o avião presidencial boliviano passasse pelo seu espaço aéreo agora impeçam a passagem de um voo comercial Moscou-Havana.
A hipocrisia pode se repetir: os mesmos governos que se queixam de terem sido espionados por Obama podem agora impedir que o homem que revelou essa invasão saia de Moscou. Essa incongruência, que levou os governos de Portugal, da França, da Itália e da Espanha a violar normas e acordos internacionais, pode facilmente acontecer de novo.
O que Snowden fez foi optar, em termos éticos e morais, entre defender os direitos institucionais de cidadãos do mundo inteiro e os interesses de quem pagava seu salário. Escolheu a decência, correndo seus riscos. Os governos europeus preferiram a indecência da submissão. 
E enquanto isso, conforme vai gotejando informações, Snowden assombra o mundo. Assombra um mundo impotente, que vê como o império seriado em Washington bisbilhota a vida de todos. E assombra ao deixar evidente a servil submissão de uma Europa desmilinguida, mas ainda e sempre pernóstica, impertinente, prepotente.

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por Augusta Clara às 08:00



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