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Jardim das Delícias


Sexta-feira, 27.11.15

Estar atento aos uivos na noite onde se foram acoitar - Telmo Vaz Pereira

  

telmo vaz pereira.jpg

 

   Eu detesto medricas e hipócritas, sem esquecer a aversão que tenho a quem se revela biltre no seu todo. É por isso mesmo que sinto um enorme alívio por ver pelas costas os governos de passos coelho: estes últimos quatro anos ainda se revelaram mais insuportáveis do que os vividos quando cavaco silva fora primeiro-ministro. Julgáramos, então, ter conhecido o que de pior poderíamos esperar de uma suposta “direita democrática” no poder. Concluímos entretanto o quanto podíamos estar enganados!

Esta gente que desapareceu do nosso horizonte governativo - subsistirão os seus uivos e latidos na noite escura onde se foram acoitar! - era medricas perante o futuro. Incapaz de nele encontrar faróis, que a orientassem para um qualquer rumo, apostou na salazarenta ideia de sermos poupadinhos (não gastando “acima das nossas capacidades”), honradinhos (pagando sempre as nossas dívidas mesmo que à custa do abandono dos apoios sociais aos mais desvalidos) e tementes da trilogia «Deus, Pátria e Autoridade».

Um Deus, que nada tinha a ver com o do Papa Francisco, porque intolerante para quem lhe desrespeitasse os dogmas, seja em torno do aborto, da adoção por casais do mesmo sexo ou da concepção assistida para as mães solteiras.

Uma Pátria, que só lhes permanecia nos recônditos do cérebro como resquícios da ideologia fascista, porque nunca se viu governo tão submisso a quem, de fora, lhe ia dando as orientações para serem cumpridas.

Uma Autoridade assente num chefe medíocre, que valendo-se da sua maioria parlamentar nem sequer concertava com o parceiro de coligação as decisões casuísticas, que ia tomando.

Era preciso reduzir a despesa do Estado? Pois que se condenassem à fome os que classificou como «peste grisalha».

Não havia emprego para os jovens saídos das universidades? Pois que fizessem as malas e fossem procura-lo onde ele é apenas uma possibilidade cada vez mais difícil.

Gastava-se muito na investigação e no conhecimento sem haver garantias de retorno imediato? Pois que quase se destruísse toda a notável herança deixada por Mariano Gago!

Sem uma ideia de futuro, composta por medíocres que se limitavam a cumprir as ordens do chefe, as equipas ministeriais do XIX e XX governos foram o exemplo mais lapidar de gente hipócrita, capaz de criar uma novilíngua para mentir com todos os dentes e aparentar, a cada instante, dizer o exato oposto do que ia sendo constatado nos indicadores económicos e sociais.

Mas o pior ainda está por descobrir: se se verificar natureza da perseguição tenaz do ministério público contra José Sócrates. Não só na forma odiosa como o quis inculpar na praça pública, mas sobretudo na criteriosa escolha do calendário para ir minuciosamente criando autênticas cortinas de fumo para esconder a argumentação incontestável de António Costa desde que chegou à liderança do Partido Socialista.

Não me admiraria nada que se comprovassem os comportamentos crapulosos de um conjunto de altas figuras do Estado em conluio para impedirem a esquerda de chegar ao Poder.

É, pois, jubilatório este momento em que assisti à tomada de posse de um governo confiante nas suas capacidades e competências para dar aos portugueses o direito a terem um esperançoso futuro.

 

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por Augusta Clara às 08:00

Quinta-feira, 30.04.15

VAMOS LÁ ? VAMOS ! - Telmo Vaz Pereira

ao cair da tarde 5b.jpg

 

Telmo Vaz Pereira  VAMOS LÁ ? VAMOS !

 

 

sampaoi da nóvoa.jpg

 

 

   A candidatura de Sampaio da Nóvoa, já mexe. Não só no seio da sua candidatura, mas também e principalmente, nas restantes candidaturas, as já anunciadas e as que se perfilam no horizonte.Já se percebeu que a tal falta de notoriedade, que muitos diziam ser o principal problema de Sampaio da Nóvoa, em breve deixará de ser uma contrariedade - se é que isso alguma vez representasse um handicap.

O apoio ontem demonstrado por tanta gente anónima, foi um sinal claro, de que o ex-Reitor tem o caminho aberto para reconquistar Portugal e devolver a confiança e auto-estima aos portugueses. E Passos Coelho sabe disso e está visivelmente preocupado e tem motivos para isso. O primeiro sinal claro desse nervosismo, foi a marcação propositada do conselho nacional do PSD para ontem, quase à mesma hora do anúncio de candidatura de Sampaio da Nóvoa, numa tentativa clara de desviar as atenções do que se passava no Teatro da Trindade. Falhou.

Também não passou despercebida a alteração de intenções manifestada no final dessa reunião magna no pomar dos laranjas e que contempla um eventual apoio a um candidato presidencial, ANTES DAS LEGISLATIVAS ! Isto poderá querer dizer uma de duas coisas: ou o PSD se prepara para apoiar o entertainer Marcelo Rebelo de Sousa antes de Outubro, como ele pretende, ou, numa jogada de antecipação, avança já com Rui Rio.

Em ambos os casos, Pedro Santana Lopes ficará a falar sozinho! Resta saber se Rui Rio pretende ser líder da oposição, ou apostar numa candidatura cujo desfecho é incerto, podendo hipotecar o seu futuro político imediato (perdendo as presidenciais, não poderá ser líder do PSD). Uma coisa parece ser certa; o candidato da direita, vai ser escolhido por dois partidos, PSD e CDS.

E Santana Lopes - o tal que quando era Secretário-de-estado da Coltura do governo de Cavaco Silva (tal mestre, tal aprendiz), disse um dia: “adoro ouvir os violinos de Chopin” - vai ficar sentado à espera de ouvir os tais violinos, ou escolhe os peões e vai a jogo?

 

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por Augusta Clara às 16:15

Terça-feira, 14.04.15

IN MEMORIAM - Telmo Vaz Pereira

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Telmo Vaz Pereira  I MEMORIAM

 

eduardo galeano no café brasilero em montevideo,

(Eduardo Galeano no Café Brasilero em Montevideu. Reuters.) 

   Faleceu o brilhante escritor e jornalista uruguaio EDUARDO GALEANO, nesta segunda-feira aos 74 anos.

Ensaísta, historiador e ficcionista, publicou mais de 30 livros, quase todos traduzidos em língua portuguesa no Brasil. Ele é autor da obra "As veias abertas da América Latina", em que denunciou a opressão e amargura do continente e que foi traduzido para dezenas de idiomas....

Durante o golpe militar no Uruguai, em 1973, Galeano foi preso. Para fugir da cadeia, exila-se na Argentina. No país vizinho, chegou a lançar o livro “Crisis”, mas não teve vida fácil. Em 1976, outro golpe militar, dessa vez na Argentina e liderado pelo general Jorge Videla, coloca novamente sua vida em risco.

O nome do escritor constava da lista dos esquadrões da morte, que executavam opositores ao regime. Para salvar sua vida, ele refugia-se em Espanha, e só voltaria ao Uruguai em 1985, quando ocorre a redemocratização. Após o retorno, viveu em Montevidéu até morrer.

Recebeu o prêmio Casa de Las Américas em 1975 e 1978, e o prêmio Aloa, promovido pelas casas editoras dinamarquesas, em 1993. A trilogia "Memória do fogo" foi premiada pelo Ministério da Cultura do Uruguai e recebeu o American Book Award (Washington University, EUA) em 1989.

Hoje é um dia triste, sobretudo para os que interiorizaram a sua vasta obra. Deixo aqui um vídeo (legendado) e que convido todos a ouvirem as suas palavras, "É Tempo de Viver Sem Medo", no qual celebra "o mistério da persistência humana, às vezes inexplicável, de lutar por um mundo que seja a casa de todos e não a casa de poucos – e o inferno da maioria”

13 de abri de 2015

 

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por Augusta Clara às 08:00

Terça-feira, 24.03.15

Rafael Marques não espera qualquer apoio do actual regime português - Telmo Vaz Pereira

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Telmo Vaz Pereira  Rafael Marques não espera qualquer apoio do actual regime português

 

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(Rafael Marques)

 

   O jornalista e activista Rafael Marques de Morais refere-se ao apelo e à petição que a Amnistia Internacional lançou sobre o seu julgamento, que começa na terça-feira [hoje] em Luanda. De facto, como diz o próprio, «todos sabemos qual é o papel do Governo português sobre Angola. É de total harmonia com os interesses corruptos e autoritários deste regime». Os portugueses também sabem que o regime corrupto do passismo tem sido irmão gémeo do mafioso regime eduardista de Angola.

Rafael Marques, começa a ser julgado amanhã terça-feira [hoje], no Tribunal Provincial de Luanda. O Tribunal, não há quem não saiba, é constituído por gente afecta e submetida ao poder do ditador José Eduardo dos Santos, de quem recebe ordens.

O Rafa foi acusado de «denúncia caluniosa», por ter exposto no livro «Diamantes de Sangue» alegados abusos contra os direitos humanos na região diamantífera da Lunda-Norte, em Angola. Os queixosos são sete generais, liderados pelo ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, general Manuel Hélder Vieira Dias Júnior 'Kopelipa', e os representantes de duas empresas diamantíferas. São todos corruptos, possuidores de fortunas colossais nascidas repentinamente da pilhagem e que fazem parte do gang de Dos Santos.

Os mesmos corruptos instauraram em 2012 uma acção no mesmo sentido em Portugal, contra o autor dos 'Diamantes de Sangue' e também contra a editora 'Tinta da China' que publicou o livro, e tal como agora em Angola, foi uma tentativa de intimidação que não resultou, na medida em que os juízes portugueses não foram na conversa. Uma nota da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa diz que «o Ministério Público proferiu despacho final no inquérito respeitante à denúncia que duas sociedades angolanas - a Sociedade Mineira do Cuango e a firma Teleservice - Sociedade de Telecomunicações, Segurança e Serviços, acompanhadas dos seus sócios e legais representantes -, apresentaram contra um jornalista angolano, Rafael Marques e a legal representante da editora portuguesa Tinta-da-China, na sequência da publicação de um livro, com título 'Diamantes de Sangue', da autoria daquele jornalista e lançado à venda em Portugal pela referida editora, denúncia aquela relativa ao invocado cometimento de eventuais crimes de difamação». O Ministério Público concluiu que «a publicação do livro “Diamantes de Sangue” se enquadra no legítimo exercício de um direito fundamental, a liberdade de informação e de expressão, constitucionalmente protegido, que no caso concreto se sobrepõe a outros direitos».

Perante a derrota na justiça portuguesa, os mesmos generais voltaram à carga instaurando o mesmo processo de "difamação", contando obviamente com o facto de que a "justiça" angolana está ao serviço do gang no poder e que o resultado será desta vez diferente.

A Amnistia Internacional - e todos nós - tem toda a razão em temer que o processo não será justo, e que Rafael Marques de Morais está a ser levado a tribunal apenas por exercer o seu direito à liberdade de expressão. Aliás, ao longo deste tempo, o regime de Dos Santos tem exercido ferozmente acções de intimidação sobre as testemunhas arroladas pelo jornalista dos crimes nas zonas diamantíferas, incluindo torturas e assassínios de trabalhadores da extração mineira na região das Lundas, em Angola, cometidos por indivíduos às ordens e ao serviço dos generais.

Este "julgamento" é uma farsa, e tem como objectivo calar uma voz incómoda - a voz do mensageiro -, que corajosamente tem denunciado as barbaridades de um regime de malfeitores chefiados por José Eduardo dos Santos, que se está nas tintas para os direitos humanos, como qualquer reles ditador.

Como afirmou Rafael Marques - ao receber no passado dia 18 de março mais um prémio internacional, o do 'Index on Censorship' -, «é uma honra e um orgulho enfrentar um tal imenso poder e criar a oportunidade para que muitas das vítimas se expressem através dos relatórios que tenho vindo a elaborar ao longo dos últimos dez anos. Sairei mais resiliente deste julgamento, e fortalecido pela experiência».

O Rafa sabe que não está só, e que não nos calaremos enquanto não for feita justiça.

 

Assinar a Petição da Amnistia Internacional aqui.

 

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por Augusta Clara às 08:00

Quarta-feira, 14.01.15

As ameaças de David Cameron - Telmo Vaz Pereira

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Telmo Vaz Pereira  As ameaças de David Cameron

 

Telmo Vaz Pereira nasceu em Luanda. É artista, estudou na George Wallace School of Fine Arts, London's College of Art

 

No passado dia 9 publiquei aqui um artigo em que escrevia:

«São conhecidas as vezes que em diversos países com regimes pouco democráticos certas acções táticas são concebidas, por forma a justificar posteriormente um aumento musculado da repressão, alterando leis vigentes de proteção de direitos dos cidadãos e produzindo outras para legalizar as arbitrariedades. O caso mais típico foi justamente no país dos "campeões da democracia", a seguir ao 'nine eleven' em NYC cuja verdade total permanece oculta para além da versão oficial do senhor G.W. Bush, e onde passou a haver restrições severas de liberdade com infinitas prisões sem culpa formada, torturas consentidas e agora confirmadas por B.Obama, correspondência violada, escutas telefónicas abusivas não ordenadas por juízes, a implementação de sistemas sofisticados para espiar correspondência electrónica, a invasão da privacidade, etc etc etc, como se se estivesse numa nova ordem excepcional onde tudo é permitido e a coberto de (novas) leis que caucionam uma ditadura camuflada de democracia». http://www.noticiasonline.eu/terrorismo-sim-mas-de-quem-po…/

No prosseguimento dos acontecimentos de Paris com o ataque ao Charlie Hebdo, era de prever que no pacote das acções seguintes, se iria estabelecer um novo quadro onde seriam extintos os mais elementares direitos de cidadania em democracia, ao abrigo da já famosa luta invocada contra o "terrorismo" com o desencadeamento do terrorismo de Estado sobre os cidadãos.

«Iremos permitir meios para comunicar que simplesmente são impossíveis de ler? A minha resposta a essa questão é: não, não devemos». Esta pergunta e respectiva resposta foi dada agora pelo primeiro-ministro britânico.

David Cameron, na sua campanha em véspera de eleições nacionais, afirma que, caso seja eleito, irá banir os serviços de mensagens encriptadas, se aplicações como WhatsApp, Snapchat ou iMessenger não permitirem o acesso das comunicações aos serviços secretos britânicos. Mais do que um desejo, é sobretudo uma clara confissão pública do que vai seguir-se, com a capa da defesa do país de ataques terroristas e à qual dará prioridade. O inglês Eric Arthur Blair, mais conhecido pelo pseudónimo George Orwell, pode estar orgulhoso da sua premonição há muitas décadas descrita no seu romance distópico clássico Nineteen Eighty-Four e do Big Brother.

Como era previsível, os ataques em Paris atribuídos a terroristas islâmicos mas que não tenho dúvidas de que na verdade foram protagonizados pelos serviços secretos ocidentais, serviram sobretudo para muscular os falsos regimes democráticos e vieram pois "justificar" a urgência de vários governos do Ocidente em exigir que empresas como Google e Facebook forneçam mais informações aos serviços secretos ocidentais.

Ora, depois de se saber e estar confirmado que a NSA-National Security Agency americana e outros serviços secretos ocidentais invadem a privacidade dos cidadãos e metem o nariz na correspondência dos utentes da Internet que é sistematicamente violada -- não é isto terrorismo? -- várias aplicações encriptadas surgiram para os cidadãos em todo o mundo se defenderem dessas inadmissíveis invasões. E, ao que parece, para esses regimes todos os cidadãos são potenciais terroristas !

Eu próprio, com a contribuição dum amigo engenheiro informático, estabeleci um padrão de criptografia para proteger a minha correspondência e arquivos digitais (criptografia automática de e-mail, disco virtual criptografado e proteção de disco rígido completo) através do sistema PGP (“Pretty Good Privacy” - “Privacidade Muito Boa”, em tradução livre e literal), que impede qualquer invasão externa e que complementa a segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados, etc).

Todos estes regimes ocidentais em cujo poder se instalaram ideologias de direita, estavam mortinhos para legalizarem este tipo de terrorismo sobre os cidadãos, endurecendo a repressão por todos os meios.

 

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por Augusta Clara às 08:00

Sábado, 22.11.14

Incredulidade e desconfiança na detenção de Sócrates - Telmo Vaz Pereira

 

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Telmo Vaz Pereira  Incredulidade e desconfiança na detenção de Sócrates

 

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       A notícia da detenção de José Sócrates quando, esta noite, chegava de Paris e com a SIC “oportunamente” alertada para colher a respectiva reportagem, só pode suscitar duas reações: incredulidade e desconfiança.

Incredulidade, porque nunca houve político mais escrutinado por algumas entidades policiais e judiciais - que sempre deram mostras de terem para com o antigo primeiro-ministro uma animosidade mais que evidente! - e nunca conseguiram provas de algum ilícito.

Desconfiança, porque numa altura em que a direita está em sérios apuros com a história dos vistos gold, uma iniciativa deste tipo só pode dar ensejo a dúvidas quanto a quem e aos motivos que presidiram a quem a decidiu. Sobretudo acontecendo, “por coincidência”, no mesmo dia em que António Costa é consagrado como secretário-geral do Partido Socialista, apoiado por Sócrates.

Até pela forma como o procurador responsável pela detenção decidiu dar publicidade à sua iniciativa só podemos recordar o sucedido a Paulo Pedroso que, apesar de inocente das acusações tenebrosas de pedofilia, teria o seu futuro político definitivamente comprometido.

Podemo-nos interrogar se existe quem tenta evitar que, a médio/longo prazo, ele seja considerado como um potencial candidato presidenciável!

Depois, e porque verificamos que ninguém foi preso - nem sequer para ser interrogado! - sobre o segredo de polichinelo de que todos falam sobre os negócios com submarinos ou com os tanques para o Exército, podemos suspeitar seriamente de uma parcialidade da Procuradoria-Geral da República a propósito de quem entendem ser suspeito de actos ilícitos.

Não vimos igualmente muitos dos conhecidos amigos de Cavaco, ligados ao universo BPN - e exceptuando o bode expiatório provisório, que foi Oliveira e Costa! - a serem incomodados pelos juízes apesar do evidente enriquecimento de que deram mostras, e cuja origem nunca se compreendeu.

A notícia desta noite voltará a constituir um teste a esse poder, que deverá demonstrar se não estará a cumprir uma agenda própria ou a servir de muleta àqueles que os portugueses se preparam para atirar para o caixote do lixo da História.

De qualquer forma, e mesmo que José Sócrates volte a casa sem qualquer acusação, a Procuradoria Geral da República terá conseguido o que muitos pretendiam: calar a opinião semanal dele na RTP!

 

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por Augusta Clara às 08:00

Sexta-feira, 12.09.14

Afinal quem criou o monstro? - Telmo Vaz Pereira

 
Telmo Vaz Pereira  Afinal quem criou o monstro?
 
 
22 de Agosto de 2014
 
   As revelações recentes de Edward Snowden, de acordo com especialistas, não constituiu uma surpresa absoluta, já que ficou no passado comprovado pelos documentos secretos publicados pela Wikileaks de Julian Assange, que Osama bin Laden da Al-Qaeda foi uma criação da CIA, treinado em Langley, Virgínia, e posteriormente financiado e armado pelo governo americano para que a sua organização combatesse os soviéticos que ocupavam o Afeganistão. Depois da retirada do vencido exército russo daquele território, a criatura ficou fora do controlo do criador, para quem virou as suas armas.
Ironicamente, o Estado que secretamente fabrica, treina, arma e financia terroristas e recorre a eles para combater os seus adversários, é o mesmo que elabora uma lista das organizações e dos seus líderes "mais procurados", não constando dela nenhum dos presidentes norte-americanos, assim como estabelece quais são as organizações "terroristas" a perseguir com prioridade, conforme os seus desígnios e conveniências, encontrando-se entre estas movimentos de libertação nacionais ou organizações que lutam pela independência como foi o IRA ou a ETA, assim como a OLP de Arafat ou ainda mais recentemente o Hamas que luta contra a ocupação sionista do território palestino. Recorde-se que no passado também constaram por exemplo dessa lista os Tupamaros (do actual presidente Jose Mujica do Uruguay), os Sandinistas da FLSN na Nicarágua, assim como o MPLA de Angola e ao mesmo tempo que financiavam a UPA de Holden Roberto, o PAIGC da Guiné-Bissau e a FRELIMO de Moçambique, bem como os seus líderes em finais dos anos 50 e princípios dos anos 60, e simultaneamente forneciam armamento através da NATO ao ditador Salazar para combater os "terroristas" das colónias africanas.
Agora, Edward Snowden, o antigo funcionário da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, sigla em inglês) refugiado em Moscovo, revelou que os serviços de inteligência britânica (MI6), norte-americana (CIA) e de Israel (Mossad) colaboraram na criação do grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) ou ISIS, na sigla em inglês.
Snowden revelou que os serviços de inteligência daqueles três países - EUA, Reino Unido e Israel -, cooperaram juntos a fim de criarem uma organização terrorista que fosse capaz de atrair todos os extremistas do mundo para um só lugar que lhes interessasse, dentro de uma estratégia batizada como “O Ninho dos Zangões” (The Hornet’s Nest). Os documentos revelam que o "Calif" Abu Bakr Al Baghdadi, líder da organização ISIS, fez um intenso treino militar através da 'Mossad', inteligência de Israel, primeiro nesse país e depois com a CIA numa base militar secreta na Jordânia. Para além do treinamento militar, Al Baghdadi estudou técnicas de comunicação e oratória com a orientação de especialistas americanos e sionistas para atrair "terroristas" de todos os cantos do mundo.
Os documentos da NSA mencionam “a recente colocação em prática de um velho plano britânico conhecido como o ‘Ninho de Vespas’ para proteger a entidade sionista e criar uma religião fanática que inclua lemas islâmicos e que repudie qualquer outra religião ou seita”.
Segundo os documentos divulgados por Snowden, “a solução encontrada pelos países envolvidos para proteger o Estado judeu-sionista foi criar um inimigo próximo de suas fronteiras, mas dirigi-lo contra os movimentos de resistência e estados islâmicos que se opõem a Israel”.
Também desta vez, a criatura está fora do controlo do criador.
Foto: AFINAL QUEM CRIOU O MONSTRO ? As revelações recentes de Edward Snowden, de acordo com especialistas, não constituiu uma surpresa absoluta, já que ficou no passado comprovado pelos documentos secretos publicados pela Wikileaks de Julian Assange, que Osama bin Laden da Al-Qaeda foi uma criação da CIA, treinado em Langley, Virgínia, e posteriormente financiado e armado pelo governo americano para que a sua organização combatesse os soviéticos que ocupavam o Afeganistão. Depois da retirada do vencido exército russo daquele território, a criatura ficou fora do controlo do criador, para quem virou as suas armas. Ironicamente, o Estado que secretamente fabrica, treina, arma e financia terroristas e recorre a eles para combater os seus adversários, é o mesmo que elabora uma lista das organizações e dos seus líderes "mais procurados", não constando dela nenhum dos presidentes norte-americanos, assim como estabelece quais são as organizações "terroristas" a perseguir com prioridade, conforme os seus desígnios e conveniências, encontrando-se entre estas movimentos de libertação nacionais ou organizações que lutam pela independência como foi o IRA ou a ETA, assim como a OLP de Arafat ou ainda mais recentemente o Hamas que luta contra a ocupação sionista do território palestino. Recorde-se que no passado também constaram por exemplo dessa lista os Tupamaros (do actual presidente Jose Mujica do Uruguay), os Sandinistas da FLSN na Nicarágua, assim como o MPLA de Angola e ao mesmo tempo que financiavam a UPA de Holden Roberto, o PAIGC da Guiné-Bissau e a FRELIMO de Moçambique, bem como os seus líderes em finais dos anos 50 e princípios dos anos 60, e simultaneamente forneciam armamento através da NATO ao ditador Salazar para combater os "terroristas" das colónias africanas. Agora, Edward Snowden, o antigo funcionário da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, sigla em inglês) refugiado em Moscovo, revelou que os serviços de inteligência britânica (MI6), norte-americana (CIA) e de Israel (Mossad) colaboraram na criação do grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) ou ISIS, na sigla em inglês.Snowden revelou que os serviços de inteligência daqueles três países - EUA, Reino Unido e Israel -, cooperaram juntos a fim de criarem uma organização terrorista que fosse capaz de atrair todos os extremistas do mundo para um só lugar que lhes interessasse, dentro de uma estratégia batizada como “O Ninho dos Zangões” (The Hornet’s Nest). Os documentos revelam que o "Calif" Abu Bakr Al Baghdadi, líder da organização ISIS, fez um intenso treino militar através da 'Mossad', inteligência de Israel, primeiro nesse país e depois com a CIA numa base militar secreta na Jordânia. Para além do treinamento militar, Al Baghdadi estudou técnicas de comunicação e oratória com a orientação de especialistas americanos e sionistas para atrair "terroristas" de todos os cantos do mundo.Os documentos da NSA mencionam “a recente colocação em prática de um velho plano britânico conhecido como o ‘Ninho de Vespas’ para proteger a entidade sionista e criar uma religião fanática que inclua lemas islâmicos e que repudie qualquer outra religião ou seita”.Segundo os documentos divulgados por Snowden, “a solução encontrada pelos países envolvidos para proteger o Estado judeu-sionista foi criar um inimigo próximo de suas fronteiras, mas dirigi-lo contra os movimentos de resistência e estados islâmicos que se opõem a Israel”. Também desta vez, a criatura está fora do controlo do criador.
 

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