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Jardim das Delícias


Quarta-feira, 12.11.14

Timor-Leste: Cooperação sem Rumo - Luís Salgado de Matos

 

 

tribunal recurso, timor.jpg

 (Tribunal de Recurso de Timor Leste (sem evidente cooperação portuguesa)

 

 

 

O Economista Português, 7 de Novembro de 2014

 

   Timor-Leste mandou há dias regressar a Portugal juízes e outro pessoal judicial que lhe prestavam serviço, ao abrigo de acordos internacionais de cooperação. Houve quem se indignasse com aquela rescisão. Não admira: a comunicação social portuguesa apresentou a medida como se ela fosse uma expulsão humilhante para nós. Soubemos depois que aqueles cooperantes investigavam acusações penais graves de corrupção a numerosos membros do governo timorense.

O Economista Português julga não haver motivo de indignação; um juiz é um titular de um órgão de soberania – apesar de não ser eleito. Portugal autorizou portanto cidadãos seus a serem titulares de órgãos de soberania num outro país soberano. Esta autorização é um erro e uma insensatez. Mas há quem, exercendo altas responsabilidades no Estado português, dê interpretações da Constituição de Timor-Leste, esquecendo que se trata de um Estado independente. Devíamos aproveitar a ocasião para revermos as infra estruturas jurídicas da nossa cooperação em vez de ensaiarmos uma recaída senil num chauvinismo bacoco, juridicamente injustificado, politicamente irresponsável e economicamente perigoso.

 

Nota de edição:

Para conhecer as questões que reodeiam este conflito, leia também:

- O site do Governo de Timor-Leste - http://timor-leste.gov.tl/?cat=32&lang=pt

- O artigo do DN de 9 de Novembro - Parecer de juristas portugueses identifica erros nos processos entre Timor-Leste e petrolíferas.

 

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por Augusta Clara às 08:00

Segunda-feira, 10.11.14

É tão fácil caluniar - Augusta Clara Matos

o balanço das folhas2.jpg

 

Augusta Clara Matos  É tão fácil caluniar 

 

   Mete-me o maior NOJO, repugna-me quem acusa uma pessoa seja do que for sem apresentar provas do que diz. A esta atitude chama-se CALÚNIA, tivemos por cá exemplos nos últimos anos e é o que está a acontecer com Xanana Gusmão relativamente às declarações ao Expresso do oficial da PSP expulso pelo Governo de Timor-Leste. Este senhor, pelo cargo que desempenha, tem a obrigação, se decidiu pronunciar-se em público, de apresentar a verdade, provando-a, ou de se calar e deixar as declarações para quem de direito fazê-lo. 

A minha dúvida é se haverá em Portugal alguém de direito para acusar de corrupção o chefe do Governo dum país independente, quando nesta casa, onde a corrupção se tornou endémica e anda à solta, não há corruptos presos e a justiça não defende os cidadãos da pilhagem a que são sujeitos pelas opções políticas do governo, apoiadas pelo Presidente da República.

Em Portugal, a corrupção é paga por todos nós.

 

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por Augusta Clara às 11:00



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