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Jardim das Delícias


Terça-feira, 07.07.15

Carta de Yanis Varoufakis explicando a demissão de Ministro das Finanças grego

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Carta de demissão de Yanis Varoufakis

 

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   “O referendo de 5 de julho ficará na história como o momento único no qual uma pequena nação europeia se levantou contra a servidão da dívida.
Como todas as lutas pelos direitos democráticos, a rejeição histórica ao ultimato feito em 25 de junho à Grécia pelo Eurogrupo, tem seu custo. É, portanto, essencial que a grande confiança depositada em nosso governo pelo esplêndido voto NÃO seja investido imediatamente por um SIM a uma ...resolução apropriada - a um acordo que implique a reestruturação da dívida, menos austeridade, a redistribuição em favor dos mais modestos e reais reformas.
Pouco depois do anúncio dos resultados do referendo, tomei conhecimento de certa preferência de alguns participantes do Eurogrupo e seus “parceiros” pela minha “ausência” às suas reuniões; ideia que o primeiro-ministro julgou potencialmente útil para chegar a um acordo. Por esta razão, deixo hoje o ministério das Finanças.
Considero que é meu dever ajudar Alexis Tsipras a explorar, como ele entende, o capital que o povo grego nos deu no referendo do dia de ontem. E levarei com orgulho o desgosto que inspirei nos credores.
Nós, na esquerda, sabemos como agir coletivamente, sem apego aos privilégios do cargo. Vou apoiar plenamente o primeiro-ministro, o novo ministro das Finanças e nosso governo.
O esforço sobrehumano para honrar o bravo povo da Grécia e o célebre OXI (NÃO) ouvido pelos democratas de todo o mundo apenas começou".

 

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por Augusta Clara às 08:00

Quarta-feira, 17.06.15

Ontem, no parlamento grego, Tsipras afirmou que o FMI tem “responsabilidades criminais” pelos danos que a austeridade infligiu ao povo grego"

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E Varoufakis ouvia

 

varoufakis, foto  de Milos BicanskiGetty Images.pn

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por Augusta Clara às 08:00

Terça-feira, 16.06.15

Conferência de Varoufakis em Berlim

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Conferência de Varoufakis em Berlim

 

infoGrécia, 15 de Junho de 2015

 

   Vídeo da intervenção completa de Yanis Varoufakis numa conferência em Berlim na semana passada. O ministro das Finanças grego fala da crise europeia, da forma como a Grécia e a Europa fingiram que o problema da dívida se resolveria, e da sua proposta para reanimar o projeto de solidariedade e crescimento na Europa a partir da solução para a economia grega.

 

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por Augusta Clara às 08:00

Domingo, 22.02.15

Lição grega - "As viagens longas têm que começar com um passo" - Yanis Varoufakis

 

"Negociámos em nome do povo grego"

(Agora legendado em português)

 

 

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por Augusta Clara às 17:15

Sábado, 21.02.15

"... mas há algo que se chama boas maneiras..." - Yanis Varoufakis

 

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por Augusta Clara às 16:34

Sábado, 21.02.15

Declarações de Yanis Varoufakis sobre o acordo

 

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por Augusta Clara às 10:00

Sábado, 21.02.15

Varoufakis: “Conseguimos evitar uma sequência de muitos anos de sufoco de excedentes primários”, por David Santiago

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Varoufakis: “Conseguimos evitar uma sequência de muitos anos de sufoco de excedentes primários”

 

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Leia aqui o texto do acordo em português
 
Negócios Online, 20 de Fevereiro de 2015
 
   O ministro das Finanças grego mostrou satisfação pelo acordo hoje alcançado com os parceiros europeus, mas não deixou de atirar farpas àqueles que tentaram “asfixiar este novo Governo grego”. Varoufakis regozijou-se por se ter conseguido combinar, no mesmo acordo, “a lógica e a ideologia” e que permitiu fazer constar a expressão de “excedente primário apropriado”.

Conseguido o acordo que permite à Grécia beneficiar de um prolongamento de quatro meses dos empréstimos europeus, o ministro grego das Finanças, Yanis Varoufakis, declarou que "conseguimos evitar uma sequência de muitos anos de sufoco de excedentes primários".

 

Mas apesar da satisfação demonstrada, Varoufakis não perdeu a ocasião para criticar aqueles que tentaram "asfixiar este novo Governo grego". O governante grego retomou a retórica do Executivo liderado por Alexis Tsipras sublinhando que "temos de dizer não a propostas" que contrariam o mandato atribuído pelo eleitorado grego.

Assumindo contentamento pelo acordo de quatro meses de extensão dos empréstimos, face aos seis meses requeridos por Atenas na proposta apresentada na quinta-feira, Varoufakis contrariou as palavras de Pierre Moscovici, comissário europeu para os Assuntos Económicos, que na conferência de imprensa imediatamente anterior à do ministro grego disse que o acordo alcançado "não é ideológico".

"Combinámos duas coisas que imaginámos contraditórias: lógica e ideologia", proclamou Varoufakis enaltecendo ainda o comunicado oficial resultante do Eurogrupo hoje reunido em Bruxelas que demonstra o "respeito pelas regras e pela democracia".

Em resposta a uma questão colocada por um jornalista sobre qual o excedente orçamental primário que Atenas terá de cumprir, Varoufakis não referiu valores e anunciou que tudo dependerá da evolução da própria economia grega.

"Vamo-nos referir a um excedente primário apropriado", elucidou Varoufakis antecipando aquilo que poderá vir a constar no documento oficial. Antes, porém, o Executivo helénico terá de apresentar, na próxima segunda-feira, uma proposta com as medidas que pretende implementar.

Ainda assim, o antigo professor de Economia revelou que "o excedente primário terá de ser positivo", mas "as instituições (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional) aceitaram que 2015 é um ano difícil", pelo que será ajustado tendo em conta "a evolução da situação no terreno". Ou seja, o excedente deverá ser definido em consonância com aquilo que a economia grega for capaz de produzir.

Este é talvez um dos principais objectivos alcançados pelo Governo grego depois de semanas de avanços e recuos nas negociações mantidas com os restantes credores. No programa de assistência em curso na Grécia, estava previsto um excedente orçamental primário (sem contar com a dívida) de 3% em 2015 e de 4,5% em 2016.

Atenas pretendia redefinir o excedente para apenas 1,5%, garantindo assim folga orçamental que permitisse implementar algumas das medidas inscritas no programa de Governo com que o Syriza foi eleito nas legislativas de 25 de Janeiro.

 

"Um país afogado em dívida pode ter democracia"

 

 

 

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por Augusta Clara às 08:00

Quinta-feira, 19.02.15

Grécia torna público o que propôs ao Eurogrupo

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Foto de Left.gr.

 

O governo de Atenas divulgou as intervenções, as propostas e as análises que foram apresentadas aos ministros da zona euro, nas quais o executivo de Alexis Tsipras rejeita uma extensão do programa de austeridade que condenou o país a uma verdadeira crise humanitária.

 

 Esquerda.Net, 18 de Fevereiro de 2015

   O conjunto de documentos engloba as intervenções feita pelo ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, durante o Eurogrupo extraordinário de dia 11 de fevereiro e de dia 16 de fevereiro.

Além disso, o executivo helénico faculta ainda a lista de propostas que a Grécia apresentou no dia 11, bem como documentos oficiosos da autoria tanto do governo Syriza como do Eurogrupo. As propostas de comunicados, que acabaram por não ser adotadas, da reunião da passada segunda-feira constam deste lote.

No que respeita aos compromissos assumidos perante os parceiros europeus, Varoufakis frisa peremtoriamente que os gregos rejeitaram o papel da troika na Grécia, contudo, sublinha que o executivo helénico pretende manter a “via do diálogo e da total cooperação” com a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional, “enquanto país membro da União Europeia, da Zona Euro e do Fundo”.

Assegurando o seu compromisso no que concerne a manter as finanças públicas sólidas, o ministro das Finanças reitera ainda o empenho do governo Syriza em apoiar e acelerar “as reformas estruturais previamente acordadas com os parceiros do Eurogrupo” no que diz respeito, por exemplo, à cobrança tributária, gestão das finanças públicas e reforma da administração pública.

Os gregos comprometem-se também a implementar “medidas sem precedentes” para combater a corrupção e a evasão fiscal e a tornar os concursos públicos mais transparentes.

Nos documentos tornados públicos, Varoufakis assume que o governo do Syriza quer “retomar projetos de infraestrutura com investidores públicos e privados e com o apoio da UE”.

No que respeita às privatizações, o executivo liderado por Alexis Tsipras afirma-se “totalmente não dogmático”. “Estamos prontos e dispostos a avaliar cada projeto pelos seus próprios méritos. Notícias como aquelas que anunciam a reversão da privatização do porto Pireus não poderiam estar mais longe da verdade”, adianta o ministro das Finanças grego, esclarecendo que o “investimento estrangeiro direto será incentivado, desde que o Estado garanta um fluxo de receitas a longo prazo e tenha uma palavra a dizer no que concerne às relações de trabalho e questões ambientais”.

As alienações públicas ao desbarato não merecem o apoio do executivo helénico, que pretende criar um banco de desenvolvimento, no qual incorporará ativos do Estado, a serem utilizados como garantia para assegurar o financiamento do setor privado grego.

A implementação de medidas adicionais para limpar os créditos improdutivos por forma a permitir que os bancos sejam capazes de apoiar as PME e as famílias é outro dos objetivos do governo Syriza.

A Grécia propõe, por outro lado, um saldo primário de apenas 1,5% do PIB, contra os 4,5% exigidos pela troika, convidando o FMI a trabalhar em conjunto para avaliar a sustentabilidade da dívida grega.

Varoukakis fez questão de congratular a recente declaração de Dijsselbloem sobre o facto de o Eurogrupo ser “o fórum adequado para atuar como uma conferência permanente da dívida europeia, abordando os problemas da dívida nos Estados membros da zona euro”.

Sobre o 'financiamento ponte', o ministro das Finanças pede que o Eurogrupo desembolse os 1,9 mil milhões de euros de lucros do BCE com dívida grega referentes a 2014, permitindo o pagamento das obrigações imediatas do país.

Uma extensão do programa de austeridade é linearmente rejeitada pelo governo grego. O executivo de Alexis Tsipras contrapõe com “uma parceria que vincule o país a uma reforma mais profunda mas também reconheça e responda à hedionda crise humanitária, à inexistência de crédito, mesmo para as empresas lucrativas, e à necessidade urgente de crescimento baseado no investimento”.

 

Leia aqui a entrevista de Varoufakis à Spiegel

 

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por Augusta Clara às 08:00

Quarta-feira, 18.02.15

Não é altura para jogos na Europa - Yanis Varoufakis

 

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Yanis Varoufakis  Não é altura para jogos na Europa 

 

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Diário de Notícias, 17 de Fevereiro de 2015

 

   Estou a escrever este artigo à margem de uma negociação crucial com os credores do meu país - uma negociação cujo resultado pode marcar uma geração e, até, tornar-se um ponto de viragem para a atual experiência europeia com a união monetária.

Os teóricos dos jogos analisam as negociações como se estas fossem jogos em que se divide um queijo, envolvendo jogadores egoístas. Porque passei muitos anos, durante a minha vida anterior como académico, a investigar a teoria dos jogos, alguns comentadores apressaram-se a assumir que como novo ministro das Finanças da Grécia eu estava apressadamente a conceber bluffs, estratagemas e opções externas na tentativa de melhorar uma mão fraca.

Nada pode estar mais longe da verdade.

Quando muito, os meus antecedentes de teoria dos jogos convenceram-me de que seria uma rematada loucura pensar nas atuais conversações entre a Grécia e os nossos parceiros como um jogo de negociações que se pode ganhar ou perder através de bluffs e subterfúgios táticos.

O problema com a teoria dos jogos, como costumava dizer aos meus alunos, é que toma como garantidos os motivos dos jogadores. No póquer ou no vinte-e-um esta suposição não é problemática. Mas nas atuais conversações entre os nossos parceiros europeus e o novo governo da Grécia, o objetivo é criar novos motivos. Formar uma nova mentalidade que transcenda as clivagens nacionais, dissolva a distinção credor-devedor a favor de uma perspetiva paneuropeia e coloque o bem comum europeu acima das politiquices, dogma que prova ser tóxico se universalizado e uma mentalidade de nós contra eles.

Como ministro das Finanças de um país pequeno e financeiramente pressionado, que não tem o seu próprio banco central e é visto por muitos dos nossos parceiros como um devedor problemático, estou convencido de que temos apenas uma opção: evitar qualquer tentação de tratar este momento decisivo como uma experiência na elaboração de estratégias e, em vez disso, apresentar honestamente os factos respeitantes à economia social da Grécia, apresentar as nossas propostas para pôr a Grécia de novo a crescer, explicar porque são estas do interesse da Europa e revelar as linhas vermelhas além das quais a lógica e o dever nos impedem de ir.

A grande diferença entre este governo e os anteriores governos gregos é dupla: estamos decididos a chocar com interesses poderosos para renovar a Grécia e ganhar a confiança dos nossos parceiros. Estamos também determinados a não ser tratados como uma colónia devedora que deve sofrer o que for preciso. O princípio da austeridade maior para a economia mais deprimida seria curioso se não causasse tanto sofrimento desnecessário.

Perguntam-me muitas vezes: e se a única maneira que tiver de garantir o financiamento for ultrapassando as suas linhas vermelhas e aceitando medidas que considera serem parte do problema, em vez da sua solução? Fiel ao princípio de que não tenho o direito de fazer bluff, a minha resposta é: as linhas que apresentámos como vermelhas não serão ultrapassadas. Caso contrário, não seriam verdadeiramente vermelhas, mas apenas um bluff.

Mas e se isso trouxer demasiado sofrimento ao seu povo?, perguntam-me. Deve estar a fazer bluff, certamente.

O problema com esta linha de argumentação é que presume, juntamente com a teoria dos jogos, que vivemos numa tirania das consequências. Que não há nenhuma circunstância em que devamos fazer o que está certo, não como uma estratégia, mas simplesmente porque está... certo.

Contra tal cinismo o novo governo grego vai inovar. Nós desistiremos, independentemente das consequências, de acordos que sejam errados para a Grécia e errados para a Europa. O jogo do "adiar e fingir", que começou depois de a dívida pública da Grécia se tornar impraticável em 2010, vai acabar. Não há mais empréstimos - não até que tenhamos um plano credível para o crescimento da economia a fim de reembolsar esses empréstimos, para ajudar a classe média a voltar a pôr-se de pé e para abordar a terrível crise humanitária. Não há mais programas de "reformas" cujo alvo sejam pensionistas pobres e farmácias familiares e que deixam intocada a corrupção em grande escala.

O nosso governo não está a pedir aos nossos parceiros uma saída para não pagarmos as nossas dívidas. Estamos a pedir por alguns meses de estabilidade financeira que nos irá permitir levar a cabo a empreitada de reformas que a maioria da população grega possa reconhecer e apoiar, para que possamos trazer crescimento e acabar com a incapacidade de pagar as nossas dívidas.

Poder-se-á pensar que esta retirada da teoria dos jogos é motivada por uma agenda de esquerda radical. Não é assim. A grande influência aqui é Immanuel Kant, o filósofo alemão que nos ensinou que o racional e o livre escapam ao império da conveniência, fazendo o que é correto.

Como sabemos que a nossa modesta agenda política, que constitui a nossa linha vermelha, é correta nos termos de Kant? Sabemo-lo ao olhar nos olhos dos esfomeados nas ruas das nossas cidades ou ao contemplar a nossa pressionada classe média ou tendo em conta os interesses do povo trabalhador em cada aldeia e cidade europeia dentro da nossa união monetária. Afinal, a Europa só reencontrará a sua alma quando recuperar a confiança do povo, colocando os seus interesses em primeiro plano.

* Ministro das Finanças da Grécia

(artigo originalmente publicado no The New York Times)

 

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por Augusta Clara às 08:00

Sábado, 31.01.15

Os gregos não querem ver mais a Troika e estão a pôr ao rubro a direita europeia

 

 

“Não temos intenção de cooperar com uma comissão de três membros, cujo objectivo é aplicar um programa cuja lógica consideramos antieuropeia”,

 

O responsável do Eurogrupo segredou ao Ministro das Finanças grego "Acabou de matar a Troika" ao que Varoufakis respondeu com um simples “WOW!”

 

 

Leia e veja a informação completa aqui.

 

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por Augusta Clara às 13:00



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